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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Operação aplica R$ 2,6 milhões em multas e embarga mais de 470 hectares de Mata Atlântica desmatadas ilegalmente em Pernambuco

A operação deste ano contou com fiscalizações e embargo remotos, com identificação das áreas e lavratura dos autos de infração feitos por meio de imagens de satélite (Foto: Divulgação / MPPE)

A Operação Mata Atlântica em Pé 2026, realizada simultaneamente em 17 estados do país, emitiu 133 autos de infração em Pernambuco, que resultaram na aplicação de R$ 2,6 milhões em multas e no embargo de mais de 470 hectares de áreas do bioma desmatadas ilegalmente, o que é equivalente a 660 campos de futebol.

A operação, que teve números do estado divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), vistoriou 41 municípios do Grande Recife, das Zonas da Mata e do Agreste entre os dias 17 e 21 de agosto.
 
A operação deste ano contou com fiscalizações e embargo remotos, com identificação das áreas e lavratura dos autos de infração feitos por meio de imagens de satélite. (Foto: Divulgação / MPPE)
 
Além dos autos de infrações, foram resgatadas 21 aves e apreendidos maquinários nas áreas vistoriadas, como uma retroescavadeira.

Segundo o MPPE, a maior multa aplicada foi de R$ 200 mil, em Glória do Goitá, na Mata Norte do estado. Já a maior área embargada foi de 31,02 hectares em Maraial, na Mata Sul.

Além das penalidades aplicadas, as áreas desmatadas ilegalmente também sofrem restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

A operação deste ano contou com fiscalizações e embargo remotos, com identificação das áreas e lavratura dos autos de infração feitos por meio de imagens de satélite. (Foto: Divulgação / MPPE)

Os 41 municípios vistoriados em Pernambuco foram: Água Preta, Amaraji, Barreiros, Belém de Maria, Cabo de Santo Agostinho, Canhotinho, Catende, Chã Grande, Cortês, Cupira, Escada, Feira Nova, Garanhuns, Glória do Goitá, Goiana, Gravatá, Itaquitinga, Jaboatão dos Guararapes, Joaquim Nabuco, Lagoa do Ouro, Lagoa dos Gatos, Maraial, Moreno, Palmares, Passira, Paulista, Paudalho, Pombos, Primavera, Quipapá, Ribeirão, Rio Formoso, São Benedito do Sul, São João, São Lourenço da Mata, São Vicente Ferrer, Tamandaré, Terezinha, Timbaúba, Vitória de Santo Antão e Xexéu.

Toda a operação no estado foi coordenada pelo MPPE, por meio da Coordenação do Centro de Apoio Operacional (CAO) Meio Ambiente e da 1ª Regional do Núcleo de Proteção Especializada do Meio Ambiente (Nupema), e contou com a parceria da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma).

Além desses órgãos, a operação passou a contar também com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), do Grupo Tático Aéreo (GTA) e da Polícia Federal.
 
A operação deste ano contou com fiscalizações e embargo remotos, com identificação das áreas e lavratura dos autos de infração feitos por meio de imagens de satélite. (Foto: Divulgação / MPPE)
 
Novidade nas vistorias

De acordo com o MPPE, além das atuações em campo, a operação deste ano contou com fiscalizações e embargo remotos. Ou seja, a identificação das áreas e lavratura dos autos de infração também foram feitas por meio de imagens de satélite das plataformas Mapbiomas e Brasil Mais, sem necessidade de ir ao local do fato.

Essa nova forma de fiscalização resultou no embargo de uma área de cerca de 182 hectares. Além disso, o emprego de drones e helicópteros também complementaram as inspeções de campo, algo que aumentou a precisão das fiscalizações e reduziu o tempo de resposta das equipes.

Números nacionais

Em todo o Brasil, a Operação Mata Atlântica em Pé 2026 fiscalizou 1.520 alertas de desmatamento emitidos pelo sistema de monitoramento do MapBiomas, constatando 8.370,28 hectares de desmatamento ilegal nos 17 estados inseridos no bioma Mata Atlântica.

As ações de fiscalização, que foram realizadas em 10 dias, já resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 100.031.473 em multas, com redução de 14% em relação à edição anterior da operação.

Esses números foram apresentados durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta (28), no Centro Universitário Dom Helder, em Belo Horizonte (MG), marcando a abertura do Seminário 20 anos da Lei da Mata Atlântica.

Assim como nas edições anteriores, neste ano participaram da operação todos os estados abrangidos pelo bioma, como: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Toda a operação nacional é realizada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Cerca de 6 milhões podem perder auxílio emergencial durante novos pagamentos

Cerca de 6 milhões podem perder auxílio emergencial durante novos pagamentos (Bruno Campos/ JC Imagem)

O pagamento das novas parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial começou nesta quinta-feira (17) e vai até dezembro deste ano. De acordo com o Ministério da Cidadania, cerca de seis milhões de beneficiários perderão o direito de ganhar o benefício por causa dos critérios mais rígidos estipulados por uma medida provisória do governo.

O objetivo da redução também é evitar fraudes e direcionar o pagamento para as pessoas que realmente estão precisando. Não receberão mais o auxílio emergencial os trabalhadores que conseguiram emprego com carteira assinada e pessoas com patrimônio e renda incompatível com o corte adotado para a concessão do auxílio. O cruzamento de dados será reforçado pela Receita Federal.

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou pagamento indevidos do auxílio emergencial a militares, servidores públicos e pessoas de classe média.

O calendário das parcelas de R$ 300 já foi divulgado para o Bolsa Família, mas para os demais grupos ainda não houve definição. O auxílio emergencial foi instituído em abril com o objetivo de conter os efeitos da pandemia do coronavírus sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a prorrogação do auxílio no início de setembro. Serão mais quatro parcelas de R$ 300. De acordo com o Governo Federal, as mães solteiras, chefes de família monoparental, irão continuar recebendo o auxílio emergencial de forma dobrada na nova prorrogação do benefício.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do NE10 Interior