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quarta-feira, 19 de julho de 2023

Governo de Pernambuco decreta ponto facultativo em jogos da Seleção Feminina na Copa do Mundo


O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria da Casa Civil, informa que seguirá a portaria do Governo Federal e irá decretar ponto facultativo nos órgãos públicos estaduais nos dias de jogos da Seleção Feminina da Copa do Mundo.


A norma permite que os funcionários se ausentem e cheguem ao trabalho em até duas horas depois do fim dos jogos. Nos dias em que os jogos se realizarem até às 7h30, o expediente se iniciará às 11h, horário de Brasília. Nos dias em que os jogos forem às 8h, o a jornada começará às 12h.


A compensação das horas não trabalhadas será no período de 1º de agosto a 29 de dezembro de 2023. É a primeira vez que será implementado o ponto facultativo durante o campeonato feminino. Essa prática normalmente é adotada em dias de jogos da Seleção Masculina.

Confira a lista dos jogos e os horários da Seleção Brasileira na fase de grupos do torneio:
  • 24/07 - Brasil x Panamá - 8h - Hindmarsh
  • 29/07 - França x Brasil - 7h - Brisbane Stadium
  • 02/08 - Jamaica x Brasil - 7h - Melbourne Rectangular
Veja a nota do Governo de Pernambuco na íntegra

"O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria da Casa Civil, informa que seguirá a portaria do Governo Federal e irá decretar ponto facultativo nos órgãos públicos estaduais nos dias de jogos da Seleção Feminina da Copa do Mundo.

Nos dias em que os jogos se realizarem até às 7h30, o expediente iniciará às 11h. O expediente começará às 12h quando os jogos se realizarem às 8h. Os serviços essenciais funcionarão normalmente."

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Estação Notícias

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Aulas podem sofrer mudanças nos horários devido a jogos do Brasil na Copa do Mundo


Neste último domingo (20), começou oficialmente mais uma edição da Copa do Mundo de futebol masculino. E no Brasil, várias instituições públicas e privadas, adequaram seus horários de funcionamento em razão dos jogos da seleção brasileira. E isso pode acontecer também nas escolas. De acordo com o advogado especialista em direito educacional, Luiz Tôrres Neto, isso pode acontecer, mas o conteúdo não pode ser prejudicado devido a suspensão das aulas.
“A instituição particular presta um serviço essencial, assim, a educação não pode ser prejudicada com a suspensão. Havendo a necessidade, a instituição precisa remarcar a aula, cumprindo os 200 dias letivos”, afirmou.
Luiz também destaca que a instituição pode, por exemplo, dar dois turnos em um único dia para poder suspender o expediente no dia do jogo. Mas ele explica que isso deve ser acordado com vários setores, incluindo os pais e também a contabilidade da instituição deve ser consultada para que os direitos dos colaboradores sejam assegurados como banco de horas ou pagamento de horas extras.

O especialista ainda explica o que não cumprimento do que diz a lei pode causar a instituição.
“Caso a escola não cumpra com o que é legal, incluindo os 200 dias letivos, podem levar a escola a sofrer punições, inclusive administrativas. Nada pode levar a um prejuízo de cunho educacional ao alunado”, detalhou Luiz.
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog do Edvaldo Magalhães

terça-feira, 15 de julho de 2014

Campanha nas ruas: Geraldo Julio diz que Armando teme ser ‘desmascarado’ e Paulo Câmara evita polêmica

Alvo de polêmicas, Armando prega pacto contra publicidade nas ruas. Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Bandeiras no alvo das polêmicas. Armando prega pacto contra publicidade nas ruas. Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem
Parece que o candidato Paulo Câmara (PSB) não vai abandonar o modo como vem organizando a campanha política, com uso de cavaletes e bandeiras pelas ruas da cidade. Em reação à carta aberta enviada pelo senador Armando Monteiro Neto, candidato do PTB ao governo de Pernambuco, pregando eleições limpas, o candidato da Frente Popular preferiu se isentar da polêmica e afirmou que ‘vai fazer campanha’.
Durante o debate promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), nesta segunda-feira (14), o ex-secretário da Fazenda foi interpelado sobre a postura que iria adotar frente ao texto enviado por Armando Monteiro. Sem rodeios ou polêmicas, Câmara respondeu de maneira seca que iria fazer campanha.
O prefeito Geraldo Julio (PSB) saiu em defesa da candidatura do socialista e subiu o tom na resposta.
“É estranha essa postura de Armando, porque ele sempre utilizou esse tipo de recurso e agora é contra”, disse o socialista ao editor deste Blog, Jamildo Melo.
“Quem quer uma pactuação dessas vai ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), para mim ele [Armando] está com receio de ser desmascarado, porque ele é aliado de Dilma e Paulo [Câmara] de Eduardo Campos”, acrescentou.
Desde a pré-campanha, os socialistas acusam Armando Monteiro de querer vincular o nome ao ex-governador Eduardo Campos. Em maio, Geraldo Julio, inclusive, afirmou que a campanha de Armando era baseada em duas mentiras e uma omissão, em referência ao fato de Armando não ter se ‘descolado’ da imagem de Campos.
O líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Waldemar Borges, também fez críticas ao posicionamento de Armando e tentou desconstr
uir a intenção do candidato por trás da carta.
“A preocupação de todos é fazer uma campanha sem atrapalhar a vida das pessoas. Agora, evidentemente, que a proposta quando surge de um candidato que está há 10 anos com uma candidatura posta tentando impedir que outro candidato, 70% desconhecido, se apresente é razoável que se imagine que ele não está preocupado com o conforto das pessoas”, afirmou Borges, buscando descredenciar a intenção do senador.
“São instrumentos legais que a campanha oferece”, acrescentou, afirmando que Armando está com ‘medo e apavorado’. “À medida que Paulo Câmara vai se tornando mais conhecido e começa a conquistar a preferência das pessoas, é óbvio que tudo isso faz parte de um movimento tipicamente eleitoral. Paulo, pela consistência e pela história que tem, vai conquistando a preferência do eleitor. Armando é sabido”, disse.

CBF oficializa saída de Felipão da Seleção Brasileira

Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
A Confederação Brasileira de Futebol, por meio de nota divulgada em seu site, confirmou na noite desta segunda que aceita o pedido de demissão do técnico Luiz Felipe Scolari. Felipão entregou o cargo no último sábado, depois de duas derrotas seguidas no Mundial de 2014. Nas semifinais, o Brasil passou pelo maior vexame de sua história no futebol e foi massacrado pela Alemanha por 7×1. Quatro dias depois, na disputa pelo terceiro lugar, a Seleção levou outra goleada. Desta vez, por 3×0 para a Holanda, amargando a 4ª colocação.
“Como já tínhamos combinado, no encerramento da competição entregaríamos o cargo à direção. Era o combinado, ganhando ou perdendo, entregar o cargo ao nosso presidente. Ele tem a grande capacidade de fazer a análise que deve fazer”, disse Scolari durante coletiva realizada depois do jogo contra a Laranja.
Confira na íntegra a nota divulgada pela CBF:
O técnico Luiz Felipe Scolari, como havia antecipado na coletiva de sábado, e seus companheiros de comissão técnica entregaram seus cargos à diretoria da Confederação Brasileira de Futebol. O pedido de demissão foi aceito pelo presidente Marin, que fez questão de agradecer a todos os integrantes da comissão e aos jogadores e também, por extensão, aos torcedores brasileiros pelo resgate da autoestima e pela demonstração de amor à Seleção Brasileira durante toda a campanha da Copa do Mundo.
- O Scolari e toda a sua comissão técnica merecem o nosso respeito e agradecimento. Eles foram responsáveis por devolver ao povo brasileiro o seu amor pela Seleção, mesmo não tendo conseguido o nosso objetivo maior.
O presidente José Maria Marin e o vice-presidente Marco Polo Del Nero, que acompanharam todos os jogos da Seleção Brasileira, puderam testemunhar nas ruas das cidades o quanto o brasileiro voltou a ter orgulho das suas cores e da sua Bandeira.
- Vimos nas ruas o povo vestido de verde-amarelo, exibindo a Bandeira Nacional com orgulho e mostrando sua paixão pela Seleção Brasileira como há muito tempo não acontecia. Claro que essa comissão técnica e esses jogadores contribuíram decisivamente para que esse sentimento voltasse. A todos eles, portanto, o nosso renovado agradecimento.
Na próxima quinta-feira, às 11 horas, o presidente José Maria Marin dará uma entrevista coletiva na sede da CBF – localizada à Rua Luís Carlos Prestes, 130, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A Rússia é logo ali, 2018 é daqui a pouco. Seleção brasileira precisa pensar no futuro próximo

Disputa das eliminatórias para o Mundial de daqui a quatro anos começa já em 2015
Jogadores da seleção brasileira no jogo de despedida da equipe na Copa de 2014, contra a Holanda - Jorge William / Agência O Globo
Ainda zonzo com mais uma decepção da seleção brasileira, após a derrota por 3 a 0 para a Holanda, na disputa do terceiro lugar, o capitão da campanha de 2014 fez o alerta:

- Não podemos nos atrasar. A copa de 2018 parece que está longe, mas daqui a pouco começa a caminhada.

O zagueiro do Paris Saint Germain não está sendo alarmista, apenas realista. Daqui a pouco mais de um ano, provavelmente em setembro, terão início as eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2018, que será disputada na Rússia. Na América do Sul o sistema é de todos contra todos, em dois turnos, jogos de ida e volta. No caso das confederações em que a disputa se dá por grupos, como na Europa, por exemplo, o sorteio das eliminatórias será em 25 de julho do ano que vem, na cida russa de São Petersburgo.

No mesmo mês de julho de 2015 será disputada a Copa América, no Chile. Portanto, não há tempo a perder. A CBF, que terá novo presidente (Marco Polo del Nero) a partir de abril do ano que vem, precisa definir o quanto antes a comissão técnica que estará à frente do novo ciclo, que - ptretende-se - irá até a Copa da Rússia. Tanto Marco Polo quanto o atual presidente, José Maria Marin, já andaram deixando escapar que gostariam de prolongar o reinado do técnico Luiz Felipe Scolari pelo menos até o fim do ano, uma vez que a seleção já tem agendados quatro amistosos entre setembro e novembro de 2014.

Se Felipão for mantido, o que é difícil, depois das manifestações contrárias do torcedor de Brasília, que vaiou muito o treinador no sábado, muitos jogadores que disputaram a Copa poderão ter uma sobrevida na seleção. O treinador chegou a dizer que ao menos 13 dos 23 jogadores do atual grupo certamente estarão no Mundial de 2018. Um exagero.

Do grupo que disputou a Copa de 2010, apenas cinco se mantiveram até 2014 - Júlio César, Maicon, Daniel Alves, Thiago Silva e Ramires. Portanto, se oito dos 23 atuais estiverem na Rússia, já será lucro.

O treinador que iniciar o novo ciclo, seja ele Felipão ou não, terá que começar a procurar novos goleiros. Júlio César, com 34 anos, não jogará mais pela seleção. Jéfferson e Victor, ambos com 31, podem disputar a Copa América, mas talvez não se sustentem até o Mundial de 2018, quanto terão 35 anos.

PROCURAM-SE LATERAIS
Dos quatro laterais que disputaram a Copa, apenas Marcelo, com 26 anos, ainda pode sonhar com a Rússia. Daniel Alves, Maicon e Maxwell, todos acima dos 31 anos, se despediram da seleção em Brasília.

O problema é que não há um único lateral brasileiro, tanto direito quanto esquerdo, seja atuando no Brasil ou na Europa, que possa ser apontado como novo titular da seleção brasileira.
David Luiz, Júlio César e Thiago Silva durante o hino brasileiro, antes do jogo contra a Holanda: o goleiro encerrou seu ciclo, os zagueiros podem estar em 2018 - Jorge William / Agência O Globo
A dupla de zaga, que não tinha sido problema para a seleção nos últimos tempos, pelo menos até os dois últimos jogos na Copa de 2014, deve continuar assim. David Luiz, com 27 asnos, tem tudo para liderar o novo ciclo. Mesmo com atuações desastrosas contra Alemanha e Holanda, saiu fortalecido do Mundial, se firmando como um dos ídolos do torcedor. Thiago Silva, por sua vez, deve ter encerrado seu ciclo, apesar de o mesmo não pensar assim. Com 31 anos e desgastado pelas lágrimas que derrubou na Copa, dificilmente voltará a ser convocado, a não ser que Felipão seja mantido. Marquinhos, de 23 anos, do Paris Saint-Germain é nome quase certo na primeira convocação após a Copa. Dória, do Botafogo, capitão da seleção sub-20, também pode receber uma oportunidade. Dante 31 anos, e Henrique, 28, estão lá no fim da fila. Mesmo aos 29 anos, Miranda, do Atlético de Madrid, deverá ter enfim uma chance na seleção.
Fernandinho, 29 anos, e Ramires, 27, não podem ser levados em conta para a próxima Copa. O mesmo não se pode dizer de Luiz Gustavo, que, aos 27 anos, ainda pode ser útil à seleção, que sabe até sendo utilizado como zagueiro. Herrnanes, de 26 anos, saiu um pouco chamuscado da Copa, já que não foi bem quando entrou. Muito pelo contrário. Oscar, que teve muitos altos e baixos _ mais baixos _ tem apenas 23 anos e ainda tem muito a evoluir. Ainda pode ser muito útil à seleção, mesmo não tendo futebol para ser protagonista na equipe. Ainda mais depois da pressão que enfrentou nesta Copa.
- Precisamos ver o que erramos neste Mundial para acertarmos no futuro - afirmou o jogador do Chelsea.
NEYMAR, PRIMEIRO DA LISTA
Carente de jogador criativos no meio-campo a seleção penou para sair jogando nos sete jogos que fez na Copa. Um dos destaques do Liverpool nas temporada passada, o meia Philippe Coutinho, de 22 anos, deve aparecer na primeira convocação pós-Mundial. William (26) teve poucas chances na Copa e certamente voltará a ser convocado. O mesmo não se pode dizer de Hulk, apesar do otimismo do atacante.
- Vou trabalhar para estar no próximo Mundial - disse o jogador. Afinal, sonhar não custa nada.
Não interessa quem seja o treinador, Neymar é o primeiro nome da lista na próxima convocação. O craque, de 22 anos, fez quatro gols na Copa e teve boas atuações. Saiu do Mundial com uma vértebra fraturado mas sem um arranhão em sua imagem. Quem sabe possa ter a companhia do parceiro Paulo Henrique Ganso no próximo ciclo. Basta o meia do São Paulo querer. Bernard, 22 anos, se assustou contra a Alemanha, mas certamente voltará a ser convocado. Tem futebol para estar na seleção.
Se as laterais são um problema, dor de cabeça muito maior é o ataque. Jô, de 27 anos e Fred, de 31, são cartas fora do baralho. Arrumar centroavantes de qualidade será um dos desafios do próximo treinador da seleção brasileira. Pe Mais.

POR MAURÍCIO FONSECA, de O Globo

Celebridades desfilam pelo Maracanã


Mick Jagger: para quem ele está torcendo? Fotos: AFP
Há muitas celebridades entre os mais de 70 mil sortudos que estão assistindo in loco ao duelo entre Argentina e Alemanha na final da Copa do Mundo. Entre os astros internacionais, destaque para o galã Ashton Kutcher, cantora Rihanna e o roqueiro Mick Jagger, que ganhou a fama de grande pé frio das copas – além do ex-jogador celebridade David Beckham.


Kaká, Pelé e Beckham. Foto: Fifa
Kaká, Pelé e Beckham. Foto: Fifa
Kutcher posou para um sefie com os apresentadores Luciano Huck e Angélica, enquanto a top Giselle Bundchen foi flagrada aos beijos com o marido, Tom Brady.

Foto: Fifa
Os atores globais também estão aos montes, casos de Julia Lemmertz, Thiago Lacerda e Tainá Muller, todos convidados para o camarote da Sony. NE 10.

Alemanha quebra jejum e tabu e é tetracampeã mundial

Wladmir Paulino
Do NE10

Götze (d) é abraçado pelos companheiros após marcar o gol que daria o título. Foto: AFP
Foi bem mais difícil do que muita gente que viu os 7x1 em cima do Brasil imaginava. Mas a Alemanha fez valer seu melhor futebol e conquistou a Copa 2014 com uma vitória por 1x0 em cima da Argentina. O gol marcado por Götze aos sete do segundo tempo da prorrogação deu o quarto título aos germânicos, que quebraram um dos maiores jejuns das copas. Até então, nenhuma seleção europeia havia conquistado o título no continente americano.


A conquista também coroa uma geração forjada após uma das maiores revoluções já feitas no futebol. Há 14 anos, a Federação Alemã de Futebol viu a necessidade de evoluir. Formou técnicos, jogadores, mudou as metodologias de treinamento e agora colhe os frutos.
O primeiro revés do jogo veio antes mesmo do apito final. O volante Khedira sentiu um desconforto na panturrilha durante o aquecimento e não teve condições de jogo. Com isso, o jovem Kramer entrou para fazer seu quarto jogo pela seleção alemã. No entanto, quando a bola começou a rolar, a mudança de última hora não alterou o plano de jogo dos europeus.


Aliás, não seria na hora de decidir a taça que os dois times mudariam as características que os levaram até esse ponto. A Alemanha apostando na postura no campo adversário trocando passes e a Argentina adiantando Messi e Higuaín no mano a mano com a dupla de zaga rival esperando o contra-ataque. As duas posturas ficavam mais claras à medida que o tempo avançava mas não concretizava em nenhum lance de mais perigo.
Por que? A Argentina mantinha Peréz e Mascherano bem próximos à linha defensiva, não criando espaço para as entradas dos homens de frente alemães. Se defensivamente estava bem armada, essa postura deixou o time sul-americano muito longe da área alemã. Uma das maneiras de se chegar até lá seria num erro. E ele veio justamente de um dos jogadores mais regulares da Alemanha.
Aos 20 minutos, Kroos recuou errado e Higuaín, à frente do último defensor alemão, pegou o presente e caminhou para a entrada da área. Mas na hora de finalizar bateu de canela e a bola saiu à direita. Não foi marcado impedimento porque a bola veio recuada da própria Alemanha. Dez minutos depois, o substituto de Khedira teve que deixar o campo. Ele já havia levado a pior numa trombada. Desnorteado em campo teve que ir embora. Jochim Löw decidiu deixar o time mais ofensivo com a entrada de Schürrle.
Coincidentemente, foi a partir daí que os argentinos começaram a engrenar os contra-ataques, a maioria deles explorando o lado esquerdo do adversário. Messi chegou a tocar na saída de Neuer, mas o pé salvador de Boateng apareceu para afastar o que seria o primeiro gol. Higuaín, em outra oportunidade à frente do último defensor germânico, conseguiu marcar aos 29, mas desta vez era impedimento mesmo.
O maior susto alemão veio no penúltimo minuto da primeira etapa. Após cobrança de escanteio, Höwedes cabeceou forte na trave esquerda. No rebote, Müller foi flagrado em impedimento e a jogada, anulada.
Na volta para o segundo tempo a Argentina voltou com Aguero no lugar de Lavezzi. Mais do que um atacante por outro, a mudança foi tática. O time de azul saiu da toca e quase foi recompensado antes do segundo minuto. No primeiro, Higuaín estava em boa posição para marcar mas um pouco à frente da defesa e somou mais um impedimento à sua conta.


Um minuto e meio e, agora, o lançado era Messi, vários níveis acima do camisa 9. O camisa 10 entrou na área e chutou rasteiro, a bola passou perto da trave esquerda mas perdeu-se na linha de fundo. A Alemanha não tocou a bola como fez no primeiro tempo. Em parte pela marcação um pouco mais adiantada dos argentinos e em outra por traços de impaciência já aparecendo no time de branco por verem uma muralha azul erguida diante de si.
Dessa forma, o jogo ficou muito preso ao meio de campo, com bem menos finalizações que na etapa anterior. A Alemanha em alguns momentos precipitou-se, como num chute completamente torto de Schürrle aos 26; e em outros foi preciosista demais ao ponto de o mesmo Schürrle perder o domíno da bola dentro da áera e ela sobrar limpa para Romero.
Quem andava escondido no segundo tempo era Messi. Após a finalização errada no primeiro minuto, o tetra melhor do mundo encolheu-se atrás dos marcadores e só acordou aos 26 numa de suas já famosas arrancadas da esquerda para o centro da área. Pena que Palacio não teve velocidade para acompanhar o raciocínio de seu capitão. Aos 34 a Alemanha respondeu na mesma moeda mas a bola terminou nos pés errados. Höwedes, zagueiro improvisado lateral-esquerdo, aventurou-se como centroavante e recebeu a bola na marca do pênalti. Atrapalhou-se como se o couro fosse uma bola de fogo até ser desarmado por Zabaleta.
Dois minutos depois, Özil rolou para Kroos. Mas a bomba que ele soltou de canhota no gol de Julio Cesar na terça-feira transformou-se quase numa recuada - e ainda para fora. A partir daí, os dois times acautelaram-se demais, já que o jogo entrou naquele período de tempo em que qualquer gol não daria margem para reações.
PRORROGAÇÃO
O começo da prorrogação foi a mil por hora. Aos 37 segundos, Schürrle desperdiçou uma ótima chance. Götze fez o pivô para o camisa 9 chutar em cima de Romero. No rebote, Özil foi bloqueado na hora do chute. Imediatamente a Argentina contra-atacou mas Aguero cruzou rasteiro e a bola passou na frente de Neuer sem ninguém aparecer para concluir.
A segunda chance, ainda mais clara, foi argentina. Rojo lançou da esquerda e o até então infalível Hummels subiu para não achar nada. Palacio matou no peito e na tentativa de encobrir Neuer mandou para fora.
A calmaria que abateu-se após o primeiro minuto do tempo extra continuou a dar o tom nos últimos 15 minutos. A Alemanha já chegava perto de arrastar-se e ainda assim tentava alguma coisa. A Argentina abriu mão do direito de jogar futebol e passou a fazer faltas mais duras. Numa delas Aguero quase tira Schweinsteiger. O volante saiu de campo sangrando e só voltou quando tomou pontos para fechar o corte e ver Götze dominar no peito e tocar de esquerda no canto de Romero após cruzamento de Schürrle. A Argentina teve que ir para a frente, mas de qualquer jeito não conseguiu nada.

Ficha do jogo:
Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger e Kramer (Schürrle); Muller, Kroos e Özil (Mertersacker); Klose (Götze). Técnico: Joachim Löw.
Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez (Gago) e Messi; Lavezzi (Aguero) e Higuaín (Palacio). Técnico: Alejandro Sabella.
Local: Maracanã (Rio de Janeiro). Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália). Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani (ambos da Itália). Gol: Götze, aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação. Cartões amarelos: Aguero, Mascherano, Schweinsteiger e Höwedes. Público: 74.738.

Mesmo com vice, Messi é eleito melhor jogador da Copa

Messi ficou sem taça e ganhou o prêmio de consolação como o melhor da Copa. Foto: AFP

Encerrada a final da Copa no Maracanã, com o título da Alemanha após a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, a Fifa foi rápida para definir os prêmios individuais da competição. E, mesmo com a derrota na decisão deste domingo, o argentino Lionel Messi acabou sendo eleito o melhor jogador do Mundial.
Messi teve papel decisivo na campanha da seleção argentina, principalmente na primeira fase. Terminou a competição com quatro gols marcados, mas teve uma atuação apagada na final deste domingo, quando não conseguiu evitar a conquista alemã. Assim, recebeu o prêmio individual sem esconder a tristeza.
Na eleição do melhor jogador da Copa, que teve 10 indicados, o alemão Müller terminou em segundo lugar e o holandês Robben ficou em terceiro. Os demais candidatos eram os alemães Hummels, Kroos e Lahm, os argentinos Di María e Mascherano, o brasileiro Neymar e o colombiano James Rodriguez.
Na disputa pelo prêmio de melhor goleiro, o escolhido foi o alemão Manuel Neuer, que levou apenas quatro gols na competição e teve grandes atuações. Além de conquistar o título mundial, ele venceu a eleição pelo prêmio individual contra o costarriquenho Navas e o argentino Romero.
A Fifa também anunciou neste domingo, no encerramento da competição, o prêmio de melhor jogador jovem da Copa, dado ao meia francês Pogba, que tem apenas 21 anos. Outra honraria foi dada para a seleção colombiana, eliminada nas quartas de final, que terminou com o troféu de Fair Play (Jogo Limpo).

domingo, 13 de julho de 2014

Presidente eleito da CBF diz que, por ele, Felipão permanece como técnico


O presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, culpa a escolha tática do técnico Luiz Felipe Scolari como a responsável pela humilhação que passou o Brasil diante da Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo. Mas deixa claro que, se depender dele, Felipão continua como treinador da seleção nacional.
"Por mim, ele (Scolari) fica", declarou Del Nero, em uma conversa exclusiva com a reportagem no hotel Copacabana Palace, no Rio. "O que aconteceu foi um erro tático. Esse foi o problema Mas todos nós erramos. Isso acontece com qualquer um. O importante é que o trabalho foi bem feito. A campanha e a preparação foram boas. A base existe", declarou.
Del Nero venceu as eleições na CBF e é a pessoa que, em 2015, assumirá o comando do futebol brasileiro. Ele admite que será um período de "desafios". Mas garante que está "pronto" para assumir a função.
O dirigente ainda fez questão de destacar o "sucesso" da Copa do Mundo como evento e não descarta nem mesmo pensar em uma nova candidatura no futuro para que o Brasil receba o Mundial, a partir de 2030. "Por que não?", questionou.
INTERVENÇÃO - Del Nero ainda respondeu às propostas do governo de realizar uma "intervenção indireta" no futebol brasileiro, um discurso usado pela presidente Dilma Rousseff depois da derrota para a Alemanha. "A participação do Estado é sempre bem-vinda, dentro dos limites do que se pode fazer", declarou Del Nero. Mas ele deixou claro que o governo precisaria se ocupar da rede pública de escolas antes de falar em agir nos clubes brasileiros
"A escola é a base de tudo", declarou. "O governo precisa dar maior prioridade para o esporte na rede pública", defendeu. "Os clubes não podem fazer tudo. Parte desse trabalho de base precisa ser construído pelas escolas", completou.
O dirigente ainda sugeriu que propostas para o desenvolvimento do futebol feminino enviado ao governo pela CBF estão paradas há anos. Na última quinta-feira, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e a Fifa cobraram da CBF uma operação de maior envergadura com relação ao desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.
Del Nero, porém, alertou ainda que, quando Orlando Silva era ministro do Esporte, a CBF encaminhou um projeto para o desenvolvimento da modalidade nas universidades. Em troca de bolsas de estudos, as mulheres teriam a organização de times e de campeonatos. "Mas o projeto nunca andou", comentou Del Nero.
Fonte: Agência Estado

Brasil decepciona, perde para a Holanda e sai da Copa do Mundo por baixo

Por Thiago Wagner
Foto: AFP
A dita Copa das Copas passou longe de também ser a ideal para a Seleção Brasileira. Enquanto os outros times mostraram organização tática e estratégias para saírem vencedores, o Brasil foi uma equipe dependente de individualidades, sem jogadas preparadas em treinos, que aliás foram poucos. Se chegou até as semifinais foi porque ainda tem alguns talentos para isso, o que não é o suficiente. O choque de realidade veio com a goleada de 7x1 para a Alemanha. Neste sábado, a situação que já era vexatória ficou pior com mais uma derrota, 3x0 para a Holanda, na disputa do terceiro lugar, no Mané Garrincha, em Brasíla. Van Persie, Blind e Wijnaldum foram os carrascos de mais uma derrota verde e amarela. Jogar em casa acabou não sendo um bom negócio para os brasileiros, que viram o sonho do hexa ser adiado para 2018, na Rússia. Isso se o Brasil conseguir a classificação. Porque as perspectivas não são nada boas. A Seleção Brasileira precisa se arrumar logo se quiser voltar a desejar mais uma estrela no peito.

Perder, porém, não foi o suficiente para a Seleção Brasileira, que ainda conseguiu ampliar suas marcas negativas em Copas do Mundo. Com os três gols sofridos neste sábado, o Brasil teve as redes balançadas 14 vezes. Foi a pior defesa brasileira, pelo menos nos números, em um Mundial. Além disso, emplacou a segunda derrota seguida na competição, fato que não ocorria desde 1974, na Alemanha, quando perdemos para a...Holanda e para a Polônia.

Por outro lado, a Holanda conseguiu algo inédito. Jogou sete jogos na Copa do Mundo e terminou a competição de maneira invicta, já que a eliminação nas semifinais, para a Argentina, foi apenas nos pênaltis. Ao contrário do Brasil, os holandeses saem deste Mundial de cabeça erguida.

Seleção sofreu 14 gols na Copa. Foto: AFP
O JOGO - Não deu nem tempo para analisar direito se os comandados de Felipão haviam assimilado bem ou mal a derrota vergonhosa para a Alemanha. Com menos de cinco minutos, a Holanda já estava na frente. Robben recebeu bola na direita e tentou entrar na área. Thiago Silva o derrubou fora da área, mas o árbitro marcou pênalti. Van Persie cobrou e colocou a Laranja na vantagem. O pesadelo do torcedor brasileiro da última terça-feira veio para a mente do torcedor.
Na escalação, a Seleção Brasileira veio com mudanças. O técnico Luiz Felipe Scolari mudou o time e tentou povoar mais o meio de campo com Paulinho, Ramires e Willian. A alteração, todavia, foi só de peças. A postura canarinho continuou a mesma da goleada para os alemães. Os comandados de Felipão continuaram deixando espaços no meio de campo e marcando de maneira distante. Isso facilitou a vida dos holandeses, que puderam tocar a bola como quiseram. Nem parecia que a Holanda enfrentava um time com a história do Brasil tamanha a facilidade que tinha para chegar ao gol.
Não demorou muito para que o segundo gol da Laranja saísse. Após cruzamento na área, aos 15 minutos, Blind aproveitou falha de David Luiz, que cortou a bola para o meio da área, e mandou para o fundo das redes de Júlio César. 2x0 para a Holanda e muita tristeza nas arquibancadas no Mané Garrincha.

Brasileiros deixaram espaços na marcação. Foto: AFP


Com a desvantagem, os brasileiros tentaram ir ao ataque para empatar. Mas atacaram de maneira desorganizada. Nem parecia uma seleção que chegou até a semifinal da Copa. A Holanda, por outro lado, demonstrava tranquilidade na defesa e conseguia impedir as investidas do adversário. O goleiro Cillessen foi um mero observador no campo. Tanto que o técnico Van Gaal ainda o sacou do gramado para colocar o reserva Vorn. A Holanda acabou o Mundial utilizando todos os 23 jogadores do elenco.
Sem sofrer tanto, coube aos holandeses apenas aguardarem o fim da partida. Antes disso, ainda tiveram gás para tornar a situação brasileira ainda pior nesta Copa. Wijnaldum aproveitou bola sobrada na área e fez o terceiro holandês. Vexame histórico do Brasil justamente no Mundial que foi sede. Ao fim do jogo, e da Copa para a Seleção Brasileira, vaias e mais vaias. Nada que o torcedor sonhasse antes do início da competição. Até 2018, ou não.
FICHA DO JOGO - BRASIL 0X3 HOLANDA
Brasil: Julio César, Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo (Fernadinho), Paulinho (Hernanes), Ramires (Hulk), Oscar e Willian; Jô. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Holanda: Cillessen (Vorn), Kuyt, Vlaar, De Vrij, Martins Indi, Blind (Janmaat), Clasie (Veltman), Wijnaldum, Sneijder, V.Persie, Robben. Técnico: Louis Van Gaal.
Copa do Mundo (Decisão do terceiro lugar). Local: Mané Garrincha, Brasília. Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia). Auxilares: Abdelhak Etchiali (Argélia) e Redouane Achik (Marrocos) Gols: Van Persie (HOL) aos 2 e Blind (HOL) aos 15 minutos do primeiro tempo; Wijnaldum (HOL) aos 44 do segundo. Amarelos: Thiago Silva (BRA), Robben (HOL), De Guzman (HOL), Oscar (BRA), Fernandinho (BRA), Público: 68.034.

No Brasil, Vladimir Putin 'assume' o projeto do Mundial de 2018

Foto: AFP

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarca no Rio para mostrar para a Fifa que, diferente do que ocorreu no Brasil, Moscou vai assumir todo o projeto da Copa do Mundo de 2018 e dar garantias ao mundo de que tudo estará pronto um ano antes da bola rolar.
Neste domingo no Maracanã, Putin receberá da presidente Dilma Rousseff e do presidente da Fifa, Joseph Blatter, uma bola que simbolizará a transferência do Brasil para os russos da responsabilidade de organizar o Mundial. Mas parte da meta de Putin é a de demonstrar que, apesar da tensão com a Ucrânia e da dor de cabeça que a Fifa teve com o Brasil, ele assumirá pessoalmente o projeto.
"O Brasil teve dificuldade com as garantias, o que deixou a Fifa nervosa", disse o ministro de Esportes da Rússia, Vitaly Mutko. "A mensagem do presidente Putin é de que tudo será cumprido e todas as obrigações serão atendidas", afirmou.
Em 2007, a CBF liderou a campanha do Brasil para receber a Copa e a adesão do governo só ocorreu quatro anos depois, quando a situação já era crítica. No caso russo, a ordem do Kremlin é a de demonstrar que o projeto é estatal. Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, já deixou claro que organizar uma Copa em um país se democracia era mais fácil. No caso da Rússia, analistas não escondem que Putin se transformou nos últimos anos no próprio estado russo.
"Foi Putin quem liderou a campanha para receber a Copa. Ele também é o presidente do Comitê Organizador e passou um decreto com todas as garantias", explicou Mutko. "Somos um parceiro confiável e Putin está envolvido ativamente nesse processo", insistiu.
O estado russo vai injetar recursos para construir doze estádios e dezenas de centros de treinamento, no valor de 104 bilhões de rublos (R$ 6,8 bilhões) e que estarão pontos em 2017, um ano antes da Copa.
O envolvimento do estado ocorre até mesmo na escolha de seus cartolas. Na Fifa, quem representa Moscou não é o presidente da Federação de Futebol, mas o próprio ministro dos Esportes, que faz parte do Comitê Executivo da Fifa. Para ele, "não existe conflito de interesse" e sua presença "aumenta a comunicação com a Fifa".
INTERFERÊNCIA - Herança do sistema soviético, o estado russo acredita que tem um papel fundamental no desenvolvimento do futebol russo. "Centros de treinamento vão ser construídos com dinheiro público e mais de cem campos serão erguidos", disse Mutko. Moscou vai gastar R$ 90 milhões para colocar gramados artificiais pelo país marcado pelo gelo e o objetivo é construir arenas em todas as cidades.
Fonte: Agência Estado

Jogadores brasileiros saem atônitos após nova derrota

 
Foto: AFP
 

Depois de mais uma derrota da Seleção Brasileira, desta vez para a Holanda, por 3 a 0, na decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo, todos tentam encontrar explicações pelo vexame dado pelo Brasil em casa. Mas os próprios jogadores brasileiros não têm ideia do que aconteceu com a equipe, que levou 10 gols nos últimos 180 minutos de jogo no Mundial.
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"Agora não consigo nem responder. É triste em dois jogos decisivos, a gente tomar de 7 a 1, não tem explicação um resultado desse. Depois a gente queria ganhar para limpar um pouco a vergonha do último jogo e agora aconteceu isso. Temos de levantar a cabeça, pedir desculpa", disse Hulk, na saída do campo.
O volante Ramires, escalado como titular pelo técnico Luiz Felipe Scolari, também não sabe explicar o vexame brasileiro. "Sai meio perdido, né? Porque a gente teve outras oportunidade de terminar a Copa bem, melhorar. A gente não esperava os sete (gols). As coisas aconteceram. Agora está todo mundo triste. Não tem muito o que falar", disse, atônito.
O jogador do Chelsea também fez questão de se desculpar pelas derrotas. "Vai marcar a gente para o resto de nossas vidas. A gente tem que procurar levantar a cabeça, procurar forças nos nossos familiares. A gente pede desculpas para o povo brasileiro, que apoiou até hoje. A gente fica decepcionado por ter acabado dessa maneira."
Já o capitão Thiago Silva falou em frustração depois de uma nova derrota. "A gente sonhou com este momento, passei noites sem dormir e acabar dessa forma. A gente não merecia esse final da forma que foi. A gente tem que pedir desculpa. Vaiaram no final, mas também tem sentimento, né?", comentou, citando a reação da torcida ao fim do jogo.
Fonte: Agência Estado

Técnico alemão prevê final brigada com a Argentina


Foto: AFP

A prioridade de Joachim Löw nos últimos dias foi controlar o entusiasmo de seus jogadores, que obviamente cresceu bastante por causa da goleada por 7 a 1 sobre o Brasil. Agora o treinador da seleção da Alemanha tenta fazer o mesmo com seus torcedores. O massacre do Mineirão fez muitos alemães acreditarem que o time não tem como perder a decisão da Copa do Mundo, contra a Argentina, neste domingo. Löw, no entanto, diz que não será bem assim.
"Será uma final fascinante, com muita briga", comentou o técnico "É claro que o jogo contra o Brasil não é a regra, quem acredita nisso certamente não observou a Argentina com cuidado. Será uma partida equilibrada, mas nós estamos com muita confiança. Acreditamos que, se pudermos colocar em prática nossas habilidades, teremos condições de ganhar."
A Argentina não levou gols em suas três últimas partidas na Copa e Löw certamente reparou nisso. Ele já está consciente de que os argentinos estão se defendendo muito bem e que a Alemanha precisará fazer um ótimo trabalho para superar essa barreira. "A Argentina tem mostrado um rendimento excelente, está muito organizada, com uma defesa compacta", comentou o técnico. "Eles podem jogar de duas maneiras, pressionando e atacando em velocidade ou se defendendo com oito ou nove jogadores para depois contra-atacar."
É evidente que o comandante da Alemanha está preocupado com Lionel Messi, jogador que pode com uma jogada genial decidir qualquer partida, inclusive a final da Copa do Mundo. Mas ele afirma que seu time não pode se preocupar apenas com o capitão argentino. "Messi é um jogador que consegue determinar o andamento do jogo, mas acreditar que a Argentina é só Messi é um erro grave. Eles têm Di Maria, Agüero, Higuaín... Não dependem só de Messi."
Fonte: Agência Estado

“Brasil perdeu em campo, mas ganhou como país”, diz Maradona sobre Copa



O craque argentino comentou, ainda, o descrédito enfrentado pelo Brasil na mídia: “O que se pintava lá fora é que seria um caos. Parecia que teríamos de comprar uma arma ao desembarcar por aqui”
Por Pragmatismo Político,
Uma das celebridades esportivas mais controvertidas do mundo, sem rivais nas escolhas políticas, dramas pessoais e capacidade de criar casos, o ex-jogador Diego Maradona é o torcedor número 1 da Argentina no Brasil. Ele está saboreando a ida da seleção de seu país, após 24 anos, a uma final de Copa do Mundo, além de estar se divertindo com a derrota da Seleção Brasileira, por 7 a 1, frente a da Alemanha. Estaria, em tese, numa situação para tripudiar do Brasil, mas sua opinião sobre o Mundial no País é bem diferente:
- O Brasil perdeu em campo, mas ganhou como país, resumiu ele, na quinta-feira 10, no programa De Zurda (de esquerda), que faz para a emissora Telesur, da Venezuela.
Maradona indicou que a campanha de descrédito da capacidade de o Brasil organizar o Mundial, iniciada internamente, nas páginas da mídia tradicional, o deixou assustado, assim como a outros turistas:
- O que se pintava é que seria um caos. Parecia que teríamos de comprar uma arma ao desembarcar por aqui, comparou. “Mas não foi nada disso”.
O ex-jogador circulou por diferentes cidades, sendo visto em jogos da Seleção da Argentina e de outras equipes. Ele não deixou de ser vaiado, algumas vezes, pelo público, em ofensas que faziam referência à sua dependência química, enfrentada com um forte tratamento em Cuba. Por outro lado, foi saudado pelo cânticos de “Maradona é melhor que Pelé” entoados por milhares de argentinos que tomaram o País para acompanhar sua Seleção. Certamente a maior torcida estrangeira presente na Copa, os argentinos realizaram uma ‘invasão’ alegre e pacífica, premiada com a disputa da final da Copa.
Pelé, por outro lado, saiu da cena da Copa desde a terça-feira 8. Aquele deve ter sido talvez o dia mais triste da vida do “rei do futebol”. Naquela manhã, Edinho, seu filho, foi preso, em Santos, condenado a 33 anos de reclusão por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas. À tarde, a equipe nacional sofreu a maior derrota de toda a sua história. O rei vinha acompanhando pessoalmente todos os jogos do Brasil no Mundial, mas agora está recolhido. Ele precisará ser forte para superar a tragédia familiar.

sábado, 12 de julho de 2014

Felipão revela que fará '2 ou 3' alterações na equipe

Agência Estado
Foto: AFP
O técnico Luiz Felipe Scolari admitiu nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, que deverá fazer entre uma e três alterações na equipe do Brasil que vai enfrentar a Holanda, neste sábado, às 17h, na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo, em Brasília. O treinador, porém, não disse em quais posições irá mexer, nem que são os atletas escolhidos para entrar.
"Vou mexer em uma ou duas posições, até porque tem jogadores que poderão dar sequência e jogaram pouco ou nem jogaram. Vou fazer uma ou duas colocações diferentes daquele time que iniciou o jogo contra a Alemanha", disse, indicando que deverá dar chance a garotos que têm perspectivas de jogar outras Copas. Assim, podem entrar no time nomes como Willian (25 anos), Bernard (21) e Henrique (27).
Segundos depois, Felipão mudou de ideia e disse que, por necessidade fará "essas duas ou três substituições". O treinador usou meias palavras para explicar que vai mexer taticamente, numa forma de neutralizar a Holanda.
"Uma substituição que devo fazer é porque entendo que a colocação de um jogador num determinado setor pode ser importante amanhã (sábado) e vou fazê-la também por gostar do comportamento desse jogador. Mas pela necessidade também da colocação desse jogador", explicou.
O treinador disse que, para ele, Robben é o craque da Copa e indicou que deverá fazer uma marcação especial sobre o jogador. Tanto que, nesta manhã, no treino realizado na Granja Comary, escalou Marcelo no lado direito do ataque para simular a atuação do principal jogador da Holanda, que cai por aquele lado e corta para dentro com a canhota.
Felipão também confirmou que Thiago Silva, que não participou do treino da manhã por estar com dores musculares, não é problema para a partida. Neymar, assim, é o único desfalque certo da seleção para brigar pelo terceiro lugar.

Thiago Silva quer usar o 3º lugar para virar a página



Ele lembrou que a Holanda eliminou a seleção brasileira na Copa de 2010 e por isso o jogo tem um sabor de revanche. Foto: AFP



O capitão da seleção brasileira, Thiago Silva, considera que o jogo deste sábado contra a Holanda, na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo, pode servir para a equipe "virar a página", depois da humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal. "A derrota (para os alemães) foi dura, mas é vida que segue. É um jogo para virar a página, por isso a motivação é a maior possível", disse.
Thiago volta à equipe na partida contra os holandeses, depois de cumprir suspensão no massacre de terça-feira no Mineirão. O zagueiro reconhece ser diferente lutar pelo terceiro lugar quando o objetivo era o título, mas diz que isso não diminui a responsabilidade dos jogadores. "Temos de jogar pela nossa honra, nossa dignidade. Quanto se veste a camisa da tem que respeitá-la acima de tudo."
Ele lembrou que a Holanda eliminou a seleção brasileira na Copa de 2010, na África do Sul, e por isso o jogo tem um sabor de revanche. Thiago não participou daquela partida, mas fazia parte do grupo. "E a Holanda é basicamente o mesmo time de 2010. Eu saí muito triste daquela partida e não quero sair triste novamente. Temos de conquistar o terceiro lugar, até para amenizar a derrota (para a Alemanha)." NE 10.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

NEYMAR DIZ QUE VAI TORCER PARA A ARGENTINA NA FINAL DA COPA

Foto: VANDERLEI ALMEIDA / AFP
Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (10) na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), o atacante Neymar afirmou que vai torcer para a Argentina na final da Copa, diante da Alemanha. Mais específicamente por Messi.
"Tenho dois companheiros lá, vou torcer para a Argentina", disse. Logo em seguida, um jornalista argentino pedie a palavra e disse que os hermanos estariam em êxtase com a declaração. Neymar desconversou. "É estranho um brasileiro torcer pela Argentina. Mas eu sou Messi futebol clube. Não vou torcer pela Argentina, mas por Messi e Mascherano".
Perguntado se perdoaria o lateral-direito Zuñiga, que foi quem desferiu a joelhada na sua coluna, Neymar primeiro indicou que o colombiano foi para machucar. Depois, se emocionou ao lembrar que a lesão, que o tirou da Copa, poderia ser muito pior.
"Deus me abençoou naquele lance por ter machucado, se fosse dois centímetros para dentro eu hoje...", dizia Neymar, quando começou a chorar. Enxugando as lágrimas, com longas pausas, continuou. "Eu poderia estar de cadeira de roda, né? É complicado falar de um lance num momento tão importante da minha carreira, o que eu ia acabar sofrendo".

Já menos abalado, repetiu, para ele mesmo, o discurso que usou durante a coletiva inteira para tratar da derrota da seleção brasileira: "Mas faz parte, aconteceu, vida que segue, 'vamo' embora".
Falando especificamente do lance, usou meias palavras para dizer que Zuniga teve maldade ao atingi-lo. "Foi um lance que eu não concordo, não aceito. Não vou falar que foi desleal que ele veio na maldade, porque eu não estou na cabeça dele para saber disso. Mas todo mundo que entende de futebol sabe que é uma entrada que não é normal você fazer", garantiu.
"Quando você quer fazer uma falta para quebrar um contra-ataque, quando o cara está de costas, você chuta o tornozelo, segura, empurra, mas da forma que ele veio não é de situação de jogo, não tem como", continuou.
Neymar ainda ressaltou que a falta foi feita pelas costas e, assim, ele não tinha como se desvencilhar. "Muitos de você falam que sou cai-cai, mas quando tenho a visão consigo me defender. Mas de costas não consigo me defender. A única coisa que pode me defender de costas é a regra. Quando você tem a regra você tem que ser protegido dentro de campo. Não tinha como me proteger e acabei me machucando."
Fonte: Da redação, com agências

''OS ARGENTINOS NÃO TERÃO NENHUMA CHANCE", DIZ ROBBEN SOBRE A FINAL

Foto: JUAN MABROMATA / AFP
O atacante da seleção holandesa, e também do Bayern de Munique, cravou nesta quinta-feira (10) que a Alemanha será campeã do mundo no Brasil. Em entrevista para a maior revista de esportes alemã, a Kicker, o holandês afirmou que a Argentina não tem a mínima chance diante dos alemães. "A Alemanha será a campeã do mundo. Para mim está tudo bem claro. Os argentinos não terão nenhuma chance", profetizou o atacante da Holanda.
Na entrevista, o jogador afirmou também estar decepcionado por sua seleção ser eliminada pela Argentina na semifinal, no Itaquerão, na quarta-feira, quando perdeu nos pênaltis por 4 a 2, após empatar por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Ao mesmo tempo, Robben disse se sentir orgulhoso por aquilo que sua equipe apresentou na partida e neste Mundial. "No primeiro tempo não entendemos como poderíamos criar alguma coisa a partir do nosso domínio de bola. Jogamos muito acelerados e perdíamos a bola com facilidade. Depois do intervalo e no decorrer do segundo tempo melhoramos nosso jogo cada vez mais. Por não correr riscos, também não criamos nenhuma chance de perigo", afirmou o holandês. "Sair desta maneira trágica também faz parte do futebol", completou Robben, ao comentar a eliminação nos pênaltis para os argentinos.
Ele também falou sobre o lance no último minuto do tempo normal, quando foi travado por Mascherano no último segundo, no que poderia ser o gol da classificação holandesa para a final. "Foi uma boa oportunidade, mas não poderia fazer mais do que fiz naquele momento. Entrei na área um pouco sem equilíbrio, porque queria sair da direção do gol e tive de mudar meu sentido, em direção ao gol. E o argentino (Mascherano) escorregou na hora certa na grama para travar meu chute", justificou.
Sobre a definição nos pênaltis da vaga para a final, o mesmo tipo de decisão ocorrida nas quartas de final contra a Costa Rica, Robben avalia que a Holanda não passou por causa da sorte contra os costarriquenhos, mas por causa de um bom trabalho na preparação para as cobranças. "Hoje (quarta), contra a Argentina, não fomos tão bem nas cobranças. Tivemos um pouco de azar também. Infelizmente, isso também faz parte do futebol", concluiu o atacante.
Fonte: Agência Estado

Argelino apita decisão do terceiro lugar em Brasília

Da Agência do Estado
Haimoudi apitou jogos da Copa das Confederações em 2013, do Mundial de Clubes de 2012 e do Mundial sub-20 em 2011. Foto: AFP
O árbitro argelino Djamel Haimoudi foi confirmado nesta quinta-feira pela Fifa para apitar a decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo entre Brasil e Holanda, no Mané Garrincha, em Brasília. O juiz vira assim o primeiro árbitro africano a apitar esta decisão na história das Copas. Durante este Mundial, o argelino de 43 anos dirigiu dois confrontos na fase de grupos (Austrália x Holanda e Costa Rica x Inglaterra) e um duelo nas oitavas de final (Bélgica x Estados Unidos).
Foi justamente neste jogo, entre belgas e americanos, que Haimoudi sofreu a maior pressão de sua carreira, quando o técnico alemão dos EUA, Jürgen Klinsmann, afirmou que não gostava de ter um argelino apitando a partida porque ele falava o mesmo idioma dos belgas, o que facilitaria o diálogo para os europeus. O árbitro conduziu o confronto com segurança até a prorrogação, quando os belgas bateram os norte-americanos por 2 a 1, em um duelo empolgante até o fim.
Em sua carreira, Haimoudi apitou jogos da Copa das Confederações em 2013, do Mundial de Clubes de 2012 e do Mundial sub-20 em 2011. Além destas excperiências, o argelino dirigiu confrontos nas três últimas edições da Copa Africana de Nações, em 2008, 2012 e 2013. Haimoudi apitou, inclusive, a final da última edição entre Nigéria e Burkina Faso, vencida pelos nigerianos.

Não é piada: números da Fifa apontam Brasil como melhor ataque e defesa da Copa

Wladmir Paulino
Do NE10


Quarteto que chegou às semifinais domina as estatísticas da Fifa. Fotos: AFP
Os números vão indignar os mais revoltados com o Mineiraço da última terça-feira (8). De acordo com os números - e critérios - da Fifa o Brasil tem o melhor artaque da Copa 2014. E, pasmem, a melhor defesa. Antes que alguém pare de ler por aqui e já saia soltando farpas aguente só mais algumas linhas: no ranking da mentora da Copa, o que se leva em consideração não é volume de gols marcados e sim os chutes. Os pentacampeões mundiais chegaram a uma centena justamente nos 7x1 sofridos diante da Alemanha. Aliás, lembrando o jogo de triste memória, ele é o maior exemplo do critério adotado. Apesar do atropelamento foi o Brasil quem mais finalizou: 18x14.
Mas, voltando aos números gerais que é o nosso foco no momento. Da centena de chutes dados pelos pentacampeões, 67 deles foram em direção ao gol mas apenas 11 resultaram em gols. Vinte e cinco deles foram bloqueados por defensores adversários e outros 31 pararam nas mãos dos goleiros.
O segundo posto fica para a Argentina, com 95 bolas mandadas para as metas rivais e 61 no alvo. Mas para os albicelestes foi mais difícil vencer goleiros. Apenas oito redundaram em gols. A Alemanha funde os neurônios dos viciados em números ao ostentar um honroso quinto lugar com 88 chutes. Mas o destrinchamento dos números os levaram à final. Desses, 64 foram no retângulo rodeado pela rede, o que dá o espantoso percentual de 82,7%. Apenas 24 foram para fora. Bélgica e França ocupam terceiro e quarto lugares, respectivamente.
Outro ponto que mostra o poderio alemão é a posição dos chutes. Foram 43 deles dentro da área contra 21 fora dela. O feito só foi igualado pela França, concidentemente eliminada pelos próprios germânicos. O Brasil chutador fez 37 dentro da área e 30 fora dela. A outra finalista, Argentina, acertou 34 dentro da área e 27 fora.
DEFESA
Agora a polêmica das polêmicas. É sabido por todos que os anfitriões do Mundial ostentam a defesa mais vazada da competição, com 11 gols sofridos. Mas para a Fifa a melhor defesa é aquela que desarma. E desarmar foi com o Brasil e seus 134. A Alemanha fez bem menos, 92, embora o percentual de desarmes completos, quando o time toma a bola do rival e fica com ela para transitar ofensivamente, tenha sido maior: 85% contra 80% dos canarinhos.
Para quem tinha muita badalação no ataque e descrédito na defesa, a Argentina surpreendeu ao ponto de apresentar um percentual de desarmes completos um pouco melhor até que seu adversário na decisão. Foram 86% de um volume total de 104. Não é à toa que os discípulos de Messi ainda não tomaram um gol sequer nos mata-matas.
PASSES
Estamos agora com o único fundamento em que os dois finalistas aparecem juntos. Alemães e argentinos são os que mais passam. Tricampeões em primeiro com 4.169. Bicampeões em segundo com 3.732. Calcada no tiki-taka levado por Guardiola ao Bayern de Munique, base da seleção, a Alemanha completou 82% do que passou contra 78% dos portenhos.
Os dois postulantes ao insosso terceiro posto no pódio vêm na sequência. A Holanda soma 3452 passes e os mesmos 78% de acerto da Argentina. O Brasil trocou bolas 3018 vezes e completou 75% delas. A curiosidade aqui fica para a Espanha, uma das maiores usuárias de passes da história do futebol. Eliminados na primeira fase, os campeões de 2010 estão apenas em 10º no ranking com 2.071 passes, algo compreensível, pois só jogaram três vezes. Mesmo assim, o índice de acerto é o mesmo da Alemanha: 82%.
E a tetracampeã Itália, que ainda não apareceu na história até o momento tem um mínimo a se orgulhar. É o time com maior percentual de passes completados: 85%, embora nos números absolutos é uma tímida 15ª colocada com um total de 1.859. Assim como a Espanha, a Azzurra também ficou na fase de grupos.