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sábado, 14 de setembro de 2024

Seis maiores emergências hospitalares de Pernambuco passarão por obras de manutenção

Serão R$ 17,5 milhões para obras no Hospital da Restauração, segundo governo (Miva Filho/Secom)

As seis maiores emergências hospitalares de Pernambuco passarão por obras de manutenção preventivas e corretivas.

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Administração (SAD) e da Secretaria de Saúde (SES), publicou o aviso da abertura do processo de contratação de empresas para a prestação dos serviços nesta sexta-feira (13), no Diário Oficial do Estado (DOE).

A licitação tem o objetivo de suprir as necessidades de infraestrutura das unidades de saúde com mão de obra qualificada e o fornecimento de materiais de manutenção de maneira contínua. O valor máximo total estimado é de R$ 84,3 milhões.

Estão sendo contemplados no processo os seguintes hospitais:
  • Getúlio Vargas (R$ 9 milhões)
  • Otávio de Freitas (R$ 15,8 milhões)
  • Barão de Lucena (R$ 10,1 milhões)
  • Agamenon Magalhães (R$ 15,4 milhões)
  • Restauração (R$ 17,5 milhões)
  • Regional do Agreste (R$ 16,3 milhões)
“Estamos garantindo a readequação das grandes emergências do Estado, melhorando a qualidade do serviço prestado à população e oferecendo espaços mais dignos para os profissionais de saúde, os pacientes e seus familiares”, disse a governadora Raquel Lyra.

O processo vai ocorrer de forma virtual, através da plataforma integrada de contratações públicas e gestão de bens e materiais de Pernambuco (www.peintegrado.pe.gov.br). As empresas interessadas devem entregar suas propostas até às 10h do dia 1º de outubro – data da realização do pregão eletrônico.

“A manutenção das nossas unidades hospitalares é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes e profissionais de saúde. Nosso intuito é manter os nossos hospitais livres de pequenos problemas prediais, mantendo o ambiente mais adequado para cuidar melhor das pessoas”, afirmou a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti.

Segundo o governo, o processo de contratação para a manutenção predial dos hospitais em formato de pregão eletrônico faz parte do “planejamento estratégico de execuções contratuais cada vez mais eficientes, visando o atendimento imediato para as necessidades da gestão pública.”

“A proposta é que os prestadores de serviço atendam às necessidades dos nossos hospitais de forma eficiente, executando a manutenção com a mão de obra e os materiais necessários, na parte estrutural, elétrica, hidráulica, bem como outras manutenções rotineiras que os prédios apresentem”, destacou o gerente de Licitações de Obras e Serviços de Engenharia da Secretaria de Administração, Romero Amorim.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Surto de Pneumonia desconhecida em crianças lota hospitais na China


O Programa de Monitoramento de Doenças Emergentes (ProMED-mail), que está entre os maiores sistemas de notificação de surtos e doenças emergentes disponíveis publicamente no mundo, publicou um comunicado, na terça-feira (21), para alertar que há uma epidemia de pneumonia desconhecida entre crianças das províncias de Pequim e Liaoning, na China.

Segundo publicado pelo ProMED-mail, com o surto de pneumonia na China, os hospitais infantis em Pequim, Liaoning e outros locais estão superlotados com crianças doentes. Chegou-se a estudar a suspensão das aulas nas escolas.

Imagem ilustrativa de vírus respiratório - FREEPIK/BANCO DE IMAGEM

Na manhã da terça-feira (21), o Hospital Infantil de Pequim ainda estava superlotado com pais e filhos cujos filhos tinham pneumonia e procuravam tratamento. Um morador de Pequim, identificado apenas como sr. W, chegou a informar que as crianças não tossem, mas têm febre alta - e muitos desenvolvem nódulos pulmonares.

A situação na província de Liaoning, a 800 quilômetros de Pequim, também exige atenção. No Hospital Infantil de Dalian, há crianças doentes recebendo soro intravenoso. Também há filas de pacientes nos hospitais de medicina tradicional chinesa e nos hospitais centrais.

Ainda não há informações oficiais sobre esse cenário. Os moderadores do ProMED-mail ressaltam que é preciso aguardar informações mais conclusivas e que o alerta sugere uma "doença respiratória não diagnosticada" entre crianças.

“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do JC NE10 Uol

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Mangueiras de combate a incêndio são roubadas em shoppings e hospitais para retirada de peças cobre; dupla é presa em flagrante no Recife

Segundo polícia, sistemas de combate a incêndios ficaram fora de operação.

A ação de uma quadrilha especializada na revenda de peças de cobre no mercado clandestino chamou a atenção pela ousadia. Dois homens foram presos em flagrante depois de invadir shoppings e hospitais particulares, no Recife, para roubar mangueiras do sistema de combate a incêndio.

Segundo a polícia, eles arrombavam as caixas que guardam as mangueiras usadas pelos bombeiros e brigadas de combate a incêndio e levavam essas conexões feitas de metal, que têm alto valor no mercado. De acordo com a polícia, houve ao menos dez crimes desse tipo.

Um dos crimes aconteceu no Shopping Tacaruna, em Santo Amaro, na área central da cidade. No início do ano, os mesmos homens praticaram roubos semelhantes no Shopping Boa Vista e nos hospitais Esperança Recife e Memorial São José, todos no Centro da cidade.

A dupla foi presa na terça (31), depois do alerta feito pela segurança de um dos shoppings. Os homens têm 23 e 24 anos de idade. Os nomes deles não foram divulgados. Uma bolsa com as conexões de cobre foi encontrada com os detidos.

A polícia informou que analisou imagens de câmeras de segurança e observou os homens circulando no estacionamento de shopping e em uma sala de recepção de um hospital.

Nesta quinta (2), a delegada Isabela Porpino, responsável pelas investigações, concedeu uma entrevista coletiva para contar como o grupo atuava. A polícia procura, agora, outros integrantes dessa quadrilha.

Ainda de acordo com a polícia, os dois homens foram autuados por furto qualificado. "Eles entravam como clientes e arrombavam os locais onde as mangueiras eram guardadas e rompiam o lacre", declarou.

A delegada disse, também, que o prejuízo financeiro foi de R$ 30 mil. "Eles foram ousados e voltaram a praticar crimes nos mesmos locais, mais de uma vez", disse.

A policial afirmou, também, que o maior problema é deixar os sistemas de combate ao incêndio fora de operação.
“É um perigo. Por causa desses furtos, esses sistemas não podem ser usados desde que os roubos aconteceram. Isso expõe vários clientes e funcionários e pacientes desses hospitais”, declarou.
Os dois homens passaram pela audiência de custódia e foram levados para o Centro de Triagem e Observação Criminológica professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Pernambuco

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Hospitais já usam dexametasona para tratar doente grave de Covid-19

Dexametasona - Foto: Reprodução/Internet

Hospitais brasileiros já utilizam a dexametasona e outros corticoides dentro do arsenal de terapias farmacológicas para o doente grave de Covid-19 e devem ampliar o uso a partir dos resultados de estudo da Universidade de Oxford apontando que a droga reduz a mortalidade de pacientes internados.

O uso off label (fora da bula, sob responsabilidade do médico) da medicação foi sugerido por uma diretriz de três sociedades médicas (de medicina intensiva, de infectologia e de pneumologia) no início da pandemia no Brasil, quando ainda não havia evidências contrárias ou favoráveis a ela.

No documento consta que o remédio não deve ser usado na fase inicial da doença. Entre o sétimo e o décimo dia da infecção, poderia ser utilizado em casos selecionados de pacientes internados para controle da inflamação causada pela Covid-19.

Segundo a médica Suzana Margareth Lobo, presidente da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), o novo estudo traz mais segurança ao estabelecer doses recomendadas da dexametasona para doentes em suporte de oxigênio e em ventilação mecânica.
"Muitos intensivistas já vinham usando em doentes com síndromes respiratórias agudas graves. A gente usava em doses mais altas. Agora pode entrar em paciente em ventilação mecânica, mas não apenas nos muito graves. Provavelmente será usada em maior escala."
O médico Luciano Cesar Pontes de Azevedo, superintendente de ensino do Hospital Sírio-Libanês e coordenador do estudo sobre o uso da dexametasona na Covid-19 no Brasil, diz que o fato de a droga estar sendo muito utilizada durante a pandemia acabou atrasando o recrutamento de pacientes para a pesquisa.
"Muitos pacientes chegavam já fazendo uso há três, quatro dias e a gente não conseguia incluir no estudo [para a inclusão, eles precisam ser 'virgens' da terapia]", afirma. Segundo ele, nas últimas semanas foi possível perceber que os hospitais diminuíram o interesse pelo uso da hidroxicloroquina, cujos estudos não encontraram evidência de eficácia, e passaram a utilizar mais os corticoides e os anticoagulantes.
"São os dois tratamentos off label da Covid mais utilizados no momento. Porém evidências mesmo só começam a ser geradas agora, a partir do Recovery [nome do estudo britânico]." 
De acordo com o infectologista Esper Kallás, professor da USP, no Hospital das Clínicas o uso de corticoides já é sugerido em casos mais graves.
"O estudo confirma o que nós já havíamos percebido: para aqueles casos mais graves, com comprometimento pulmonar mais extenso, com insuficiência respiratória, um pouco de corticoide ajuda." O hospital tem usado também outros corticoides, como a metilprednisolona e a hidrocortisona. "Na pneumologia há preferência pela metilprednisolona porque ela penetra melhor nos pulmões. Nas inflamações do cérebro, a preferência é pela dexametasona. O uso de corticoide tem que ser personalizado, não pode ser usado de forma indiscriminada", diz Kallás.
No mercado mundial há 60 anos, a dexametasona já não tem mais patente e é de baixo custo. Em maio, foram vendidas no Brasil 1,7 milhão de caixas da medicação, fabricadas por 27 farmacêuticas. A caixa com dez comprimidos custa em torno de R$ 7. O remédio é usado em tratamentos de diversas doenças inflamatórias e respiratórias, reumatismos, alergias, entre outros.

A preocupação dos médicos é que pelo fato de ser uma droga barata e de fácil acesso haja uma corrida às farmácias a exemplo do que se viu com a cloroquina e a hidroxicloroquina. O medicamento não é indicado para casos leves de Covid-19, conforme já advertiu a OMS (Organização Mundial da Saúde).
"O estudo é bastante claro nas indicações. É para paciente hospitalizado, internado, que precisa de oxigênio ou ventilação. Não é para casos leves e muito menos para prevenção. O corticoide pode aumentar a replicação viral nas fases iniciais da doença", afirma Lobo.
A médica explica que a droga pode causar efeitos adversos, como aumento da glicemia e da pressão arterial, o que pode descompensar os pacientes diabéticos e hipertensos, além de hemorragias digestivas. "Pacientes descompensados têm uma pior resposta à doença."

O estudo britânico apontou uma diminuição do risco de morte em 35% em pacientes em ventilação mecânica e em 20% naqueles que dependiam de oxigênio. 
"Os resultados são muito bem-vindos, mas não representam cura." Para Lobo, será preciso medir o impacto real da terapia na prática clínica. "Pode ser até menor do que o demonstrado no estudo [que foi controlado] porque muitos médicos aqui já vinham utilizando a medicação."
Kallás tem a mesma percepção: "O efeito é bom, mas não é essa maravilha toda. Reduziu a mortalidade em até 35%. E, na doença mais precoce, em vez de ajudar, pode atrapalhar." Segundo ele, isso reforça um conceito básico na infectologia. "Quando a infecção está na fase muito inicial, o sistema imune tem que estar funcionando bem para eliminar o vírus. Se der corticoide, você diminui um pouco essa capacidade do organismo de combater [a infecção]."
Como a Covid-19 é uma doença bifásica, ou seja, tem a fase virêmica no início e a inflamatória depois, o corticoide só está indicado para a fase mais tardia da infecção. Kallás se diz preocupado com a forma entusiasmada com que os resultados do estudo foram divulgados pelo governo britânico e repercutidos pela imprensa internacional. "Daqui a pouco começa a diminuir o estoque e acaba a dexametasona nas farmácias."

Para o biomédico Renato Sabattini, professor na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, é preciso que as pessoas entendam que a cura de pacientes graves com Covid-19 é resultante de um conjunto enorme de medidas terapêuticas, aplicadas por profissionais e recursos intensivistas por longo tempo.
"Corticosteroides, como a dexametasona, funcionam, podem ajudar no tratamento da tempestade hiperinflamatória de várias doenças, mas de forma nenhuma são milagrosos. Muita gente vai continuar morrendo mesmo tratada." Dados positivos de estudo britânico podem interromper pesquisa brasileira
Um comitê de especialistas independentes deve anunciar nesta sexta (19) se o estudo brasileiro sobre o uso da dexametasona em pacientes internados com Covid-19, o segundo maior em número de doentes seguidos, deve ou não ser interrompido.

Com os resultados promissores do estudo britânico, com 6.000 pacientes, há uma percepção de que ele já seria suficiente para atestar a eficácia da droga, tornando desnecessária a continuidade do braço brasileiro, que acompanha hoje 284 pacientes. A proposta era chegar a 350 pacientes.

No país, a dexametasona é testada no Coalizão Covid Brasil, que reúne médicos pesquisadores de alguns principais hospitais, juntamente com outras potenciais terapias. Os resultados sobre o uso da droga na Covid-19 tinham sua divulgação prevista para o início de agosto.

Segundo Luciano Azevedo, que coordena o braço do estudo sobre a medicação, alguns dos investigadores entendem que, dados os resultados robustos do estudo Recovery, seria antiético continuar "randomizando" [escolhendo de forma aleatória] os pacientes. "Pode ser que a gente continue o estudo, mas não inclua novos pacientes."

Para Azevedo, se os dados brasileiros apontarem para a mesma sugestão de benefício mostrada pelo Recovery, talvez a suspensão seja recomendada, e os resultados dos estudos, somados. Caso a decisão seja a de continuar o estudo, ele acredita que deve cair muito a taxa de inclusão de novos pacientes. "Muitos já vão estar usando a medicação."

Por outro lado, ele lembra que o Recovery, por ora, não passa de um "press realese" já que os seus resultados ainda não foram publicados em revista científica. 
"Ainda não existe um paper. A gente tem dados da eficácia da droga, mas não temos da segurança, por exemplo."
Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações da Folha PE

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Recife chega a 1.500 vidas salvas em hospitais de campanha da Covid-19

Hospital de campanha da Imbiribeira - Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR
Os sete hospitais de campanha construídos no Recife chegaram as marcas de 1.500 altas de pacientes e 10 mil atendimentos. O anúncio foi feito pelo prefeito da Cidade, Geraldo Julio, na quarta-feira (10). A rede dedicada ao atendimento a pacientes com Covid-19, segundo a Prefeitura do Recife (PCR), já propiciou mais de 3.200 internações. Ao todo, há 910 leitos de enfermaria e UTI ativos.
“São 1.500 pessoas que ficaram doentes com a Covid-19, precisaram de hospital e foram internadas e tratadas nos hospitais de campanha construídos pela prefeitura. Essas pessoas foram curadas da Covid e já voltaram para casa e estão com suas famílias”, disse o prefeito Geraldo Julio. Desde março, quando a pandemia teve seu primeiro caso registrado no Recife, a PCR contratou 4.172 profissionais, adquiriu mais de 10 mil equipamentos médico-hospitalares e mais de 3,5 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Estão atendendo a população o Hospital Provisório Recife 1, na rua da Aurora, em Santo Amaro; o Hospital Provisório Recife 2, nos Coelhos e o Hospital Provisório Recife 3, na Imbiribeira; além dos hospitais de campanha erguidos nas áreas externas das Policlínicas Amaury Coutinho, na Campina do Barreto; Barros Lima, em Casa Amarela; e Arnaldo Marques, no Ibura, além da unidade construída na área externa do Hospital da Mulher do Recife (HMR), no Curado.

Além destes sete hospitais em funcionamento, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife possui leitos para Covid-19 na Policlínica Agamenon Magalhães, em Afogados, e no Hospital Evangélico de Pernambuco, unidade filantrópica conveniada à Secretaria de Saúde do Recife. 

Com isso, a Prefeitura do Recife atinge a marca de 910 leitos para Covid-19 ativos - 228 de UTI e 682 de enfermaria. Mais de 10 mil pessoas foram atendidas nos sete hospitais de campanha municipais e nas outras duas unidades que têm leitos da Prefeitura para pacientes com a doença.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações da FolhaPE