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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Marinha alerta para ondas com até 3,5 metros de altura no litoral do Nordeste; entenda

Ondas de praias de Fernando de Noronha. - Foto: ALEXANDRE GONDIM/BLOG DO SURFE

A Marinha do Brasil emitiu, na última terça-feira (22), um alerta de ondas com até 3,5 metros de altura na faixa litorânea entre os estados da Bahia, ao norte de Salvador, e de Pernambuco, ao sul de Recife, entre as noites dos dias 23 e 25 de setembro. De acordo com o informe, a passagem de um sistema frontal sobre o sul do estado da Bahia poderá provocar agitação marítima nessas faixas litorâneas.

Adicionalmente, há condições favoráveis à ocorrência de ressaca, com ondas de direção Sudoeste a Sudeste, com até 2,5 metros de altura, na faixa litorânea entre os estados da Bahia, ao norte de Salvador, e de Pernambuco, ao sul de Recife, entre as noites dos dias 23 e 25 de setembro. A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor no endereço eletrônico.

Com a recente erupção do vulcão Cumbre Vieja, muito se comenta sobre a possibilidade de um tsunami atingir o litoral nordestino. Porém, a chance é mínima e é válido ressaltar que este alerta feito pela Marinha não tem conexão com o marremoto. A professora Tereza Araújo, do Departamento de Oceanografia, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), explicou que existe uma possibilidade, mas bem pequena, sem motivo para pânico. 
"O vulcão ter registrado atividade não significa que ele de fato vá entrar em erupção, nem que irá um tsunami que irá atingir o Brasil", acrescentou.
Qual o risco de um tsunami atingir o Brasil?

Vulcão na Espanha (Reprodução)

O Brasil está posicionado no centro de uma placa tectônica, a sul-américa, isso faz com que em seu território quase não haja perigo de atividades decorrentes de abalos sísmicos. No entanto, uma erupção vulcânica no Cubre Veija - considerada remota - poderia colocar em risco essa estabilidade.

Os especialistas alertam para que a população fique atenta e vigilante ao monitoramento da atividade vulcânica e sísmica. As atividades de vulcões são divididas em quatro níveis de alerta para uma erupção, e o Cumbre Vieja ainda está no 2.

Caso o país fosse atingido pelo tsunami, a onda gigante poderia atingir principalmente os litorais do estados localizados nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Quais são as consequências de um tsunami?

As consequências dos tsunamis podem ser devastadoras tanto na água, ao engolir embarcações, quanto no continente pela possibilidade de destruir cidades inteiras. Nos eventos já registrados na história, milhares de pessoas morreram após a passagem dos tsunamis.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Rádio Jornal NE10 Uol

sábado, 28 de novembro de 2020

Taxa de desemprego sobe 1,3 e atinge 14,1 milhões de pessoas

Ainda conforme o estudo, a taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais - Foto: Tomaz Silva/ABr

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,6% no terceiro trimestre do ano, o que representa alta de 1,3 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, quando ficou em 13,3%. Segundo informou na última sexta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a maior taxa na sua série histórica, que começou em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas. 
“Foram mais de 1,3 milhão de desempregados que entraram na fila em busca de um trabalho no país”, disse o IBGE, que divulgou, no Rio de Janeiro, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, referente ao período entre julho e setembro de 2020.
Ainda conforme o estudo, a taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais. Os maiores índices foram anotados na Bahia (20,7%), Sergipe (20,3%) e Alagoas (20,0%). 

Santa Catarina (6,6%) teve a menor. Segundo o IBGE, os maiores crescimentos da taxa de desocupação foram registrados na Paraíba (4 p.p.), Amapá (3,8 p.p.) e Pernambuco (3.8 p.p.).

Para Adriana Beringuy, analista da pesquisa, esse aumento no desemprego reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19. Segundo ela, houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre. 
“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurar trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente em busca de uma ocupação”, observou.
Ocupação

O contingente de ocupados caiu 1,1% na comparação com o segundo trimestre, somando 82,5 milhões de pessoas. Esse, para o IBGE, é o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. 

A pesquisa apontou uma retração de 883 mil pessoas, o que resultou em um nível de ocupação de 47,1%, que também é o menor da série e significa recuo de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior (47,9%). Conforme os dados do IBGE, desde o trimestre encerrado em maio, o nível de ocupação está abaixo de 50%, “o que aponta que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país”.

Segundo Adriana Beringuy, todas as categorias perderam ocupação. Além disso, o número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% no terceiro trimestre na comparação com o anterior. A perda é de 788 mil postos, alcançando 29,4 milhões de empregados com carteira assinada no país.

Carteira assinada

No terceiro trimestre o percentual das pessoas com carteira de trabalho assinada atingiu 76,5% dos empregados do setor privado. Os maiores percentuais foram registrados em Santa Catarina (90,5%), no Paraná (85,1%), no Rio Grande do Sul (84,3%) e em São Paulo (82,3%). Os menores no Maranhão (51,3%), Pará (53,9%) e Piauí (54,1%).

Informalidade

A taxa de informalidade ficou em 38,4% no trimestre encerrado em setembro. O percentual equivale a 31,6 milhões de pessoas sem carteira assinada, que são empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos, sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração. No trimestre anterior, o percentual era de 36,9%.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Radio Jornal NE10

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Marinha estende alerta de ondas com até 3,5 metros em Pernambuco

O motivo é a intensificação de ventos alísios - FOTO: Foto: Guga Matos/Acervo JC Imagem

A Marinha renovou o alerta de ventos fortes seguidos de ondas, podendo chegar a 2,5 metros, no litoral de alguns estados do Nordeste brasileiro. Em alto-mar as ondas podem atingir 3,5 metros. Por meio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), foi possível perceber a intensificação dos ventos em alto-mar com intensidade de até 60 km/h, nos estados da Bahia, ao norte de Salvador, passando por Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba até o Rio Grande do Norte, ao sul de Natal.

De acordo com a Marinha, há condições favoráveis à ocorrência de ressaca com ondas com até 2,5 metros de altura, na faixa litorânea até a noite do dia 26 de julho. Entre os estados do Rio Grande do Norte e do Ceará, ao sul de Jericoacoara, o alerta vai até hoje segunda-feira dia 27.

O CHM destacou que os ventos fortes associados com o sistema meteorológico poderão ocasionar agitação marítima com ondas em alto-mar. O alerta em é válido até a noite da terça-feira (28). O órgão alerta aos navegantes que consultem informações mateológicas antes de irem ao mar.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do JC NE10