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sábado, 13 de agosto de 2022

Desemprego cai em Pernambuco, mas estado tem segunda maior taxa do país no 2º trimestre de 2022, diz IBGE


Pernambuco teve, no segundo trimestre de 2022, a segunda pior taxa de desemprego do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral. Entre abril e junho deste ano, 13,6% da população estava desempregada. Somente a Bahia, com 15,5%, tem um percentual maior que o de Pernambuco.

Apesar de ser um dos maiores índices do Brasil, houve redução na taxa de desocupação em Pernambuco. No primeiro trimestre do ano, entre janeiro e março, eram 17% desempregados. Foram 146 mil desempregados a menos entre os dois trimestres.

A Pnad é feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, em números absolutos, 578 mil pernambucanos estavam desempregados entre abril e junho. Esse percentual diz respeito às pessoas que estavam procurando emprego, mas não encontravam. No Brasil, o desemprego foi de 9,3% no mesmo período.

Ainda de acordo com a Pnad Contínua Trimestral, esta foi a menor taxa de desemprego desde o início da pandemia, tanto para Pernambuco quanto para o Brasil. No estado, o número de pessoas empregadas subiu de 3,531 milhões para 3,686 milhões entre os dois trimestres pesquisados.

O IBGE informou que houve aumento de 4,2% entre a população empregada e de 7% entre os que trabalham por conta própria, no trimestre passado. Dos pernambucanos trabalhando, 32,2% deles trabalha por conta própria, de maneira formalizada ou não.

A taxa de informalidade em Pernambuco aumentou 0,1% no 2º trimestre, o que, na prática, deixa o estado em situação de estabilidade. São 52,9% dos trabalhadores ocupados que trabalham informalmente, o que equivale a 1,949 milhão. No Brasil, a taxa de informalidade é de 40% da população ocupada.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos dos pernambucanos foi de R$ 1.740, valor estável em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o segundo semestre de 2021, houve uma perda de 12,8%, agravada pela inflação.

A pesquisa também mostra que o número de pessoas desalentadas chegou a 268 mil pessoas no 3º trimestre de 2021, 15,8% a menos do que no período anterior. Os desalentados são aqueles que desistiram de procurar emprego.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Pernambuco

sábado, 28 de novembro de 2020

Taxa de desemprego sobe 1,3 e atinge 14,1 milhões de pessoas

Ainda conforme o estudo, a taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais - Foto: Tomaz Silva/ABr

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,6% no terceiro trimestre do ano, o que representa alta de 1,3 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, quando ficou em 13,3%. Segundo informou na última sexta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a maior taxa na sua série histórica, que começou em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas. 
“Foram mais de 1,3 milhão de desempregados que entraram na fila em busca de um trabalho no país”, disse o IBGE, que divulgou, no Rio de Janeiro, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, referente ao período entre julho e setembro de 2020.
Ainda conforme o estudo, a taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais. Os maiores índices foram anotados na Bahia (20,7%), Sergipe (20,3%) e Alagoas (20,0%). 

Santa Catarina (6,6%) teve a menor. Segundo o IBGE, os maiores crescimentos da taxa de desocupação foram registrados na Paraíba (4 p.p.), Amapá (3,8 p.p.) e Pernambuco (3.8 p.p.).

Para Adriana Beringuy, analista da pesquisa, esse aumento no desemprego reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19. Segundo ela, houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre. 
“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurar trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente em busca de uma ocupação”, observou.
Ocupação

O contingente de ocupados caiu 1,1% na comparação com o segundo trimestre, somando 82,5 milhões de pessoas. Esse, para o IBGE, é o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. 

A pesquisa apontou uma retração de 883 mil pessoas, o que resultou em um nível de ocupação de 47,1%, que também é o menor da série e significa recuo de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior (47,9%). Conforme os dados do IBGE, desde o trimestre encerrado em maio, o nível de ocupação está abaixo de 50%, “o que aponta que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país”.

Segundo Adriana Beringuy, todas as categorias perderam ocupação. Além disso, o número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% no terceiro trimestre na comparação com o anterior. A perda é de 788 mil postos, alcançando 29,4 milhões de empregados com carteira assinada no país.

Carteira assinada

No terceiro trimestre o percentual das pessoas com carteira de trabalho assinada atingiu 76,5% dos empregados do setor privado. Os maiores percentuais foram registrados em Santa Catarina (90,5%), no Paraná (85,1%), no Rio Grande do Sul (84,3%) e em São Paulo (82,3%). Os menores no Maranhão (51,3%), Pará (53,9%) e Piauí (54,1%).

Informalidade

A taxa de informalidade ficou em 38,4% no trimestre encerrado em setembro. O percentual equivale a 31,6 milhões de pessoas sem carteira assinada, que são empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos, sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração. No trimestre anterior, o percentual era de 36,9%.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Radio Jornal NE10