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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Operação investiga fraude de R$ 2,3 milhões em contratos de festas juninas em Pernambuco

Dois servidores da Fundação de Cultura do Recife foram afastados após operação que apura esquema de fraudes em licitações e pagamento de vantagens indevidas. Foto: Blog Estação Notícias

Dois servidores da Fundação de Cultura do Recife foram alvo da Operação Initium, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco na manhã desta terça-feira (30). Eles são investigados por suspeita de participação em um esquema de fraude em licitações envolvendo contratos de sonorização para festas juninas.

Segundo as investigações, os crimes teriam sido praticados entre 2023 e 2024 e causado um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões aos cofres públicos.

Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife, Paulista, Altinho e Caruaru.

Por determinação da Justiça, também foram decretados o bloqueio de ativos, a indisponibilidade e o sequestro de bens dos investigados, além do afastamento dos dois servidores de suas funções.

De acordo com o delegado Júlio César Pinheiro, responsável pelo caso, os investigados teriam recebido vantagens indevidas para aprovar contratos considerados irregulares com uma empresa prestadora de serviços. Segundo ele, um dos servidores recebeu R$ 10 mil e o outro cerca de R$ 20 mil.

Em nota, a Fundação de Cultura do Recife informou que forneceu a documentação solicitada pelas autoridades e afirmou que permanece à disposição dos órgãos de controle para colaborar com as investigações.
 
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do
Blog Estação Notícias
 

terça-feira, 16 de junho de 2020

PF investiga contratos sem licitação firmados por prefeituras de Pernambuco durante pandemia

Polícia Federal investiga contratos sem licitação firmados por prefeituras de Pernambuco durante pandemia — Foto: TV Globo/Reprodução

A Polícia Federal (PF) desencadeou, nesta terça-feira (16), duas operações para investigar contratações diretas emergenciais de empresas ou sem licitação para a compra de materiais médico-hospitalares para o enfrentamento ao novo coronavírus por prefeituras. Foram apreendidos documentos nas sedes dos municípios e dinheiro na casa de suspeitos, segundo a PF.

Ambas as investigações foram iniciadas após ofício enviado pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o Ministério Público Federal, as empresas investigadas firmaram contratos com as prefeituras do Recife, Cabo de Santo Agostinho, Olinda e Paulista.

Em uma das operações, denominada Antídoto, a PF cumpre seis mandados de busca e apreensão para investigar contratações feitas pela Secretaria de Saúde do Recife em favor da empresa FBS Saúde Brasil Comércio de Materiais Médicos Eireli. De acordo com a Polícia Federal, foram detectadas irregularidades nos procedimentos de dispensa de licitação feitos pela secretaria.

De acordo com a CGU, o município do Recife recebeu R$ 257.514.774,63 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020. Desse total, R$ 48.708.598,84 são especificamente para o combate à Covid-19.

Em nota, a prefeitura do Recife informou as as compras com ambas as empresas investigadas foram realizadas cumprindo todas as exigências da Lei 13.979/2020. 
"Todos os processos dessas empresas foram enviados anteriormente por iniciativa da Prefeitura ao Tribunal de Contas, Ministério Público Federal e, por solicitação, à Polícia Civil. Os preços estão de acordo com os praticados no mercado e toda documentação exigida pela lei foi apresentada", disse no texto.
Dinheiro foi apreendido pela Polícia Federal durante operação que investiga contratos firmados por prefeitura de Pernambuco durante a pandemia — Foto: Divulgação/PF

De acordo com as investigações, a empresa foi favorecida com 14 dispensas de licitação, superiores a R$ 81 milhões. Ainda segundo a PF, a empresa estaria constituída em nome de “laranjas” e não teria capacidade operacional para cumprir o que estava nos contratos.

Com a operação, a PF investiga os crimes de falsidade ideológica, peculato e dispensa indevida de licitação. O G1 tenta contato com a empresa investigada.

No fim do mês de maio, a PF também deflagrou uma operação para investigar a compra de respiradores pela prefeitura do Recife, através da Secretaria de Saúde. O celular do titular da secretaria, Jailson Correia, foi apreendido na época em que a operação Apneia foi deflagrada.

Desde fevereiro, 16 operações que investigam de compra de respiradores a construção de hospitais de campanha já foram deflagradas em 13 estados.

Operação Casa de Papel

Mandados de busca foram cumpridos pela Polícia Federal e técnicos da CGU na prefeitura de Olinda, nesta terça-feira (26) — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Ainda nesta terça, a PF deflagrou outra operação para investigar contratos sem licitação firmados entre prefeituras pernambucanas e a empresa AJS Comércio e Representação LTDA. Os contratos somam quase R$ 9 milhões, segundo a PF. Ao todo, 35 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. O G1 tentou contato com a AJS, mas não obteve retorno às ligações feitas na manhã desta terça (16).

De acordo com o que foi constatado durante as investigações, a empresa era de fachada e pertence, na verdade, a um grupo que já era favorecido “há quase uma década por contratações públicas milionárias, via de regra, envolvendo atividades de gráfica”, segundo a Polícia.

Ainda segundo as investigações, parte dos recursos públicos eram sacados em espécie ou remetidos para contas de empresas-fantasma ou de “laranjas”. A partir daí, o dinheiro também era sacado, mas de maneira fracionada “para não chamar a atenção dos órgãos de controle”. A suspeita é de que os montantes eram utilizados para pagar propina a políticos envolvidos nas contratações.

Com a operação, a PF investiga os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, corrupção ativa e dispensa indevida de licitação.

Resposta

Confira a nota da prefeitura do Recife na íntegra:
"A Prefeitura do Recife informa que as compras às empresas Saúde Brasil e AJS Comércio e Representações foram realizadas cumprindo todas as exigências da Lei 13.979/2020. Todos os processos dessas empresas foram enviados anteriormente por iniciativa da Prefeitura ao Tribunal de Contas, Ministério Público Federal e, por solicitação, à Polícia Civil. Os preços estão de acordo com os praticados no mercado e toda documentação exigida pela lei foi apresentada. Todos os materiais comprados já foram recebidos e estão em uso nas unidades de saúde da emergência da COVID-19. O valor total das compras realizadas e recebidas foi de R$ 7,5 milhões da empresa AJS e R$ 15,5 milhões da empresa Saúde Brasil. A Prefeitura continua à disposição de todos os órgãos de controle para esclarecer o que for necessário e reafirma que todos os processos cumpriram as exigências legais."
Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do G1 Pernambuco