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quarta-feira, 20 de abril de 2022

Assembleia Legislativa de Pernambuco abre licitação para compra de mais de R$ 260 mil em doces, chás e café


A Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco), abriu licitação para compra de itens alimentícios como café (torrado, descafeinado, em grãos, cappuccino tradicional e diet, em capsulas) chás, adoçantes (liquido e em pó) e bombons.

Os itens serão destinados a atender os deputados estaduais e assessores em seus gabinetes e durante sessões legislativas. Dos itens mencionados, apenas adoçante e café tradicional estão presentes em uma cesta básica.

A licitação é no formato de pregão eletrônico e estima o valor máximo de R$ 260.769,71, de acordo com o edital.

A abertura das propostas para empresas interessadas se dará a partir do dia 05 de maio. Para manter em funcionamento apenas o poder legislativo, a Alepe aprovou um orçamento de R$ 650 milhões para o ano de 2022.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Blog do Bruno Muniz

terça-feira, 21 de julho de 2020

Polícia Civil faz operação contra supostas dispensa indevida de licitação e associação criminosa em Surubim, Sairé,Paulista, Olinda, Região Metropolitana.


A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) está cumprindo, na manhã desta terça-feira (21), 14 mandados de busca e apreensão domiciliar, sete mandados de suspensão do exercício de função pública, um mandado de suspensão temporária de participação de licitações e o sequestro de bens imóveis e valores, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A Operação Locatário acontece no Recife, em Paulista e Olinda, na Região Metropolitana, Surubim e Sairé, no Agreste.

A operação tem como alvo empresários e agentes públicos envolvidos com a prática de peculato, lavagem de dinheiro, dispensa de licitação indevida, uso de documento falso e associação criminosa.

Esta é a 27ª Operação de Repressão Qualificada do ano. As investigações começaram neste mês de julho, comandadas pelo delegado Diego Pinheiro, da 2° Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Deccor) da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).

Na execução, estão sendo empregados 55 policiais civis, entre delegados, agentes e Escrivães. A Operação está sendo coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (Diresp) da Polícia Civil de Pernambuco e supervisionada pela Chefia de Polícia. As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Surubim Notícia

terça-feira, 16 de junho de 2020

PF investiga contratos sem licitação firmados por prefeituras de Pernambuco durante pandemia

Polícia Federal investiga contratos sem licitação firmados por prefeituras de Pernambuco durante pandemia — Foto: TV Globo/Reprodução

A Polícia Federal (PF) desencadeou, nesta terça-feira (16), duas operações para investigar contratações diretas emergenciais de empresas ou sem licitação para a compra de materiais médico-hospitalares para o enfrentamento ao novo coronavírus por prefeituras. Foram apreendidos documentos nas sedes dos municípios e dinheiro na casa de suspeitos, segundo a PF.

Ambas as investigações foram iniciadas após ofício enviado pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o Ministério Público Federal, as empresas investigadas firmaram contratos com as prefeituras do Recife, Cabo de Santo Agostinho, Olinda e Paulista.

Em uma das operações, denominada Antídoto, a PF cumpre seis mandados de busca e apreensão para investigar contratações feitas pela Secretaria de Saúde do Recife em favor da empresa FBS Saúde Brasil Comércio de Materiais Médicos Eireli. De acordo com a Polícia Federal, foram detectadas irregularidades nos procedimentos de dispensa de licitação feitos pela secretaria.

De acordo com a CGU, o município do Recife recebeu R$ 257.514.774,63 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020. Desse total, R$ 48.708.598,84 são especificamente para o combate à Covid-19.

Em nota, a prefeitura do Recife informou as as compras com ambas as empresas investigadas foram realizadas cumprindo todas as exigências da Lei 13.979/2020. 
"Todos os processos dessas empresas foram enviados anteriormente por iniciativa da Prefeitura ao Tribunal de Contas, Ministério Público Federal e, por solicitação, à Polícia Civil. Os preços estão de acordo com os praticados no mercado e toda documentação exigida pela lei foi apresentada", disse no texto.
Dinheiro foi apreendido pela Polícia Federal durante operação que investiga contratos firmados por prefeitura de Pernambuco durante a pandemia — Foto: Divulgação/PF

De acordo com as investigações, a empresa foi favorecida com 14 dispensas de licitação, superiores a R$ 81 milhões. Ainda segundo a PF, a empresa estaria constituída em nome de “laranjas” e não teria capacidade operacional para cumprir o que estava nos contratos.

Com a operação, a PF investiga os crimes de falsidade ideológica, peculato e dispensa indevida de licitação. O G1 tenta contato com a empresa investigada.

No fim do mês de maio, a PF também deflagrou uma operação para investigar a compra de respiradores pela prefeitura do Recife, através da Secretaria de Saúde. O celular do titular da secretaria, Jailson Correia, foi apreendido na época em que a operação Apneia foi deflagrada.

Desde fevereiro, 16 operações que investigam de compra de respiradores a construção de hospitais de campanha já foram deflagradas em 13 estados.

Operação Casa de Papel

Mandados de busca foram cumpridos pela Polícia Federal e técnicos da CGU na prefeitura de Olinda, nesta terça-feira (26) — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Ainda nesta terça, a PF deflagrou outra operação para investigar contratos sem licitação firmados entre prefeituras pernambucanas e a empresa AJS Comércio e Representação LTDA. Os contratos somam quase R$ 9 milhões, segundo a PF. Ao todo, 35 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. O G1 tentou contato com a AJS, mas não obteve retorno às ligações feitas na manhã desta terça (16).

De acordo com o que foi constatado durante as investigações, a empresa era de fachada e pertence, na verdade, a um grupo que já era favorecido “há quase uma década por contratações públicas milionárias, via de regra, envolvendo atividades de gráfica”, segundo a Polícia.

Ainda segundo as investigações, parte dos recursos públicos eram sacados em espécie ou remetidos para contas de empresas-fantasma ou de “laranjas”. A partir daí, o dinheiro também era sacado, mas de maneira fracionada “para não chamar a atenção dos órgãos de controle”. A suspeita é de que os montantes eram utilizados para pagar propina a políticos envolvidos nas contratações.

Com a operação, a PF investiga os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, corrupção ativa e dispensa indevida de licitação.

Resposta

Confira a nota da prefeitura do Recife na íntegra:
"A Prefeitura do Recife informa que as compras às empresas Saúde Brasil e AJS Comércio e Representações foram realizadas cumprindo todas as exigências da Lei 13.979/2020. Todos os processos dessas empresas foram enviados anteriormente por iniciativa da Prefeitura ao Tribunal de Contas, Ministério Público Federal e, por solicitação, à Polícia Civil. Os preços estão de acordo com os praticados no mercado e toda documentação exigida pela lei foi apresentada. Todos os materiais comprados já foram recebidos e estão em uso nas unidades de saúde da emergência da COVID-19. O valor total das compras realizadas e recebidas foi de R$ 7,5 milhões da empresa AJS e R$ 15,5 milhões da empresa Saúde Brasil. A Prefeitura continua à disposição de todos os órgãos de controle para esclarecer o que for necessário e reafirma que todos os processos cumpriram as exigências legais."
Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do G1 Pernambuco