Mostrando postagens com marcador Ômicron. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ômicron. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Covid-19: Anvisa aprova duas vacinas bivalentes para Ômicron


A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, ontem, a liberação, para uso emergencial, de duas vacinas bivalentes da Pfizer contra a Covid-19 em pessoas com mais de 12 anos de idade. As fórmulas de segunda geração, já aplicadas em outros países, são desenvolvidas para evitar a infecção por sublinhagens mais recentes da variante ômicron e deverão ser utilizadas como doses de reforço contra o novo coronavírus.

A reunião extraordinária, realizada em Brasília, foi convocada após o aumento significativo de casos da doença no país. Depois da análise das áreas técnicas, a agência reguladora concluiu que os benefícios conhecidos e potenciais das vacinas superam os riscos e potenciais, quando administradas como dose de reforço pelo menos três meses após a vacinação primária ou o recebimento da dose complementar mais recente.

Estão liberadas para uso emergencial a bivalente BA1 — desenhada com a variante original e proteção adicional para a variante ômicron BA1 — e a bivalente BA4/BA5 — desenhada com a variante original e proteção adicional para a variante BA4/BA5. O pedido de uso emergencial da vacina foi encaminhado pela Pfizer à Anvisa em 30 de setembro. Na análise, a agência também contou com um grupo de especialistas de diferentes associações médicas: as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP), de Imunizações (SBIm), de Infectologia (SBI) e de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Relatora do processo na Anvisa, Meiruze Sousa Freitas afirmou que as subvariantes BA4, BA5, BQ1.1 respondem pela maioria dos novos casos de Covid atualmente. Ela apontou, ainda, que há aumento de casos e internações especialmente em grupos que não receberam a vacinação completa. 
"Não é natural o padrão de óbitos que o Brasil ainda vem enfrentando e, por isso, alerto que as medidas de prevenção, por exemplo, o uso de máscaras e a higienização das mãos, continuam sendo uma parte importante da nossa resposta à Covid-19", enfatizou.
Meiruze Freitas também orientou que a população continue tomando as doses de reforço, no momento indicado, com as vacinas monovalentes. 
"Os indivíduos elegíveis para uma dose de reforço, particularmente, aqueles em grupos com maior risco de desenvolver Covid na forma grave, não devem atrasar a vacinação planejada para aguardar o acesso à vacina bivalente", disse. "Todas as vacinas de reforço aprovadas ajudam a melhorar a proteção obtida com as doses anteriores e a fornecer proteção contra o adoecimento grave e os óbitos pela Covid-19."
Na avaliação do virologista e professor do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília (UnB) Bergmann Morais, as vacinas bivalentes já deveriam ter sido aprovadas. 
"Essas vacinas estão sendo utilizadas nos Estados Unidos e se mostrando eficientes na neutralização das novas variantes derivadas da ômicron", justificou. "Ficar tomando vacina para uma variante inicial já foi mostrado que não funciona. O número de reinfecções começa a aumentar, porque não vão funcionar mais. Por isso, é necessário você ter essas vacinas atualizadas. Estava mais do que em tempo de elas serem aprovadas."
A autorização de uso emergencial é regulamentada por uma resolução da agência. Após receber o pedido, ela tem 30 dias para concluir a avaliação. O prazo, porém,é interrompido sempre que for necessária a solicitação de informações complementares à empresa fabricante. Estados Unidos, Honduras, Reino Unido, Japão, Argentina, Chile, Israel, Costa Rica, além da União Europeia, estão entre os países que aprovaram o uso da nova geração de imunizantes.

Idosos

Para o infectologista Alexandre Naime, as vacinas bivalentes deverão ser direcionadas a pessoas com idades mais avançadas e imunossuprimidas, como recém-transplantados, pacientes com câncer ou lúpus. O médico também enfatiza a importância de manter a carteira de vacinação contra a Covid em dia independentemente da fórmula.
"Enquanto a vacina bivalente não chega, é importante manter as doses de reforço atualizadas, porque as fórmulas atuais continuam protegendo de hospitalização e óbito. Não há dúvida de que o abandono do uso das máscaras e o relaxamento das medidas gerou um impacto. É óbvio que as medidas de proteção são importantes, mas o surgimento da BQ.1 foi um grande problema. As pessoas não estavam usando máscara, e a BQ.1 começou a circular", alertou.
Atualmente, as subvariantes que mais preocupam as autoridades sanitárias pelo mundo são a BQ.1 e a XBB, ambas da linhagem da ômicron — variante contra a qual a vacina bivalente da Pfizer tem proteção específica — e com características que parecem aumentar a transmissibilidade. A baixa adesão dos brasileiros para tomar o reforço pode, segundo especialistas, facilitar ainda mais a disseminação do vírus. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 69 milhões de pessoas deixaram de receber a primeira dose complementar.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Pernambuco confirma primeiro caso de subvariante BA.2 da ômicron; paciente foi a óbito

Para especialistas, a nova variante parece revelar a grande adaptação do coronavírus em regiões sem taxa de cobertura vacinal adequada.

Pernambuco confirmou o primeiro caso da subvariante BA.2 da ômicron, linhagem do coronavírus predominante no Estado. A amostra positiva foi detectada no último sequenciamento genético feito pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM), unidade da Fiocruz em Pernambuco. O resultado foi entregue nesta quinta-feira (31) à Secretaria Estadual de Saúde (SES).

'Subvariante' da ômicron é mais contagiosa que a original, diz estudo

Segundo o levantamento, dos 54 genomas analisados, todos (100%) foram identificados como da linhagem ômicron (BA.1; BA.1.1; BA.2). As coletas foram realizadas entre o início de fevereiro e a primeira quinzena de março.

Subvariante da ômicron está em 57 países, diz OMS

O registro positivo para a sublinhagem BA.2, identificada pela primeira vez no Estado, é de uma paciente do sexo feminino de 82 anos, que teve a amostra coletada no dia 4 de fevereiro. Ela foi a óbito.

A idosa tinha várias comorbidades (doença de Alzheimer, hipertensão, diabetes e doença de Parkinson) e apresentou os primeiros sintomas no dia 28 de janeiro. Ela buscou atendimento na atenção básica do Recife, onde morava, no dia 2 de fevereiro.

Considerada do grupo de risco para complicações decorrentes da covid-19, a paciente apresentou piora no quadro e foi transferida para o Hospital Maria Lucinda, no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife. Ela faleceu no dia 20 de fevereiro. A mulher estava com o esquema vacinal contra a covid-19 completo.
“A BA.2 já circula em diversos estados brasileiros, o que aumentava ainda mais a possibilidade de circulação desta sublinhagem em território pernambucano. Por isso, continuávamos atentos à vigilância genômica do novo coronavírus no Estado, analisando periodicamente amostras de diversos períodos, o que possibilitou que identificássemos a subvariante no nosso sequenciamento genético mais recente”, diz o secretário Estadual de Saúde, André Longo.
O secretário reforça que, mesmo com a desaceleração da pandemia, os cuidados essenciais, como vacinação, higienização correta das mãos, uso de máscaras e isolamento em caso de sintomas gripais, devem continuar.
"Mesmo com as vacinas, sabemos que a população está suscetível a casos graves da doença, principalmente os mais vulneráveis, como os idosos e os pacientes com comorbidades. A detecção da BA.2 em Pernambuco reacende o alerta da importância da vacinação para enfrentar a pandemia. Vacinem-se. Este é o meio mais eficaz de se prevenir contra a doença", ressalta André Longo.
As 54 amostras analisadas, neste último sequenciamento, foram de pacientes residentes nas cidades de Afogados da Ingazeira (1), Afrânio (1), Araripina (1), Belém de São Francisco (1), Cabrobó (2), Caruaru (8), Casinhas (1), Dormentes (1) Garanhuns (1), Iati (1), Jaboatão dos Guararapes (2), Olinda (2), Orocó (3), Paulista (1), Petrolina (13), Recife (10), São Bento do Una (1), São José do Egito (1), Vitória de Santo Antão (1), além de pacientes provenientes dos estados de Alagoas (1) e Rio Grande do Sul (1).

Saiba onde há casos da subvariante BA.2 da ômicron no Brasil

Segundo levantamento da Fiocruz, outros seis Estados têm casos confirmados da BA.2 da ômicron: Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do JC NE10 Uol

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Covid-19: Primeira morte pela variante Ômicron no país é registrada em Goiás

Variante Ômicron

A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia, município da região metropolitana da capital goiana, confirmou, nesta quinta-feira (6/1), o primeiro óbito pela variante Ômicron do novo coronavírus. O registro foi feito por meio de sequenciamento genômico e, segundo a pasta, é o primeiro do Brasil.

Segundo informações do órgão municipal, a vítima da doença foi um homem de 68 anos, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial. Ele estava internado em unidade hospitalar. O paciente era contactante de um caso que a pasta já havia confirmado como infecção pela variante. O homem estava vacinado com três doses.

A confirmação do primeiro óbito ocorre exatamente 10 dias após a declaração de transmissão comunitária na cidade. A detecção foi possível graças ao Programa Municipal de Sequenciamento Genômico que tem feito a análise de amostras positivas de RT-PCR coletadas no município para mapear a informação genética e identificar as variantes do SARS-CoV-2 (novo coronavírus) em circulação. Até o momento, 2.386 sequenciamentos já foram realizados na cidade, que já confirmou 55 casos de Ômicron. A prevalência da variante alcançou a casa dos 93,5%.

Avanço da Ômicron

O secretário de Saúde de Aparecida, Alessandro Magalhães, explica que a vacinação é muito importante porque reduz as chances de complicações e óbitos, mas que deve estar acompanhada do uso da máscara, da correta higiene das mãos e do distanciamento social sempre que possível.
“Nós perdemos um paciente vacinado, mas que tinha problemas crônicos de saúde, que são importantes fatores de risco da covid-19. Infelizmente, ele não resistiu. Uma vida perdida em meio a milhares salvas pela imunização”, afirmou.
Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Site Metrópoles