
“De mãos dadas a gente segue avançando, uma vez que a Educação é prioridade da gestão municipal, que segue investindo forte no futuro de nossas crianças, adolescentes e jovens”, completou.
Com informações da Assessoria

“De mãos dadas a gente segue avançando, uma vez que a Educação é prioridade da gestão municipal, que segue investindo forte no futuro de nossas crianças, adolescentes e jovens”, completou.
![]() |
PF cumpre mandados, nesta quarta-feira (21), dentro de operação que investiga desvio de verbas para educação — Foto: PF/Divulgação |
O desenvolvimento e a educação integral de crianças e adolescentes é efetivada quando a escola é um espaço de promoção e valorização da cultura dos povos negros. Mas com uma sociedade marcada pelo racismo, por onde começar?
Entre as feridas ainda abertas pela escravidão no Brasil, o racismo é a mais gritante. Como o problema estrutural que é, se faz presente em toda a organização social e política do país. Desde o momento em que nascem, crianças e jovens negros tem seus direitos e dignidade atravessados por violência física, econômica, simbólica entre outras. Na educação, não é diferente. Por isso, é impossível debater o racismo do nosso país sem debater, também, o papel da escola frente à sociedade que temos e a que almejamos construir.
Trata-se de uma realidade evidenciada no cotidiano e nos números: de acordo com o estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, do IBGE, a taxa de analfabetismo entre a população negra é de 9,1%, cerca de cinco pontos percentuais superior à da população branca, de 3,9%. Os números são de 2018. Já a PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também do IBGE, mostra que o percentual de jovens negros fora da escola chega a 19%. Entre os jovens brancos, o número é de 12,5%.
As dificuldades impostas pela pandemia somente tornaram o quadro mais crítico. Ainda de acordo com o IBGE em outro levantamento, feito em 2020, em setembro do ano passado 6,4 milhões de estudantes (13,9% do total) não tiveram acesso às atividades escolares. Ainda nessa mesma pesquisa, a PNAD-Covid mostra que estudantes negros e indígenas sem atividade escolar representam ao triplo de estudantes sem escola: 4,3 milhões de crianças e adolescentes negros e indígenas da rede pública e 1,5 milhão de pessoas brancas destes segmentos.
Esses indicadores escancaram o abismo entre as oportunidades educativas e a população negra como também a ausência de políticas educacionais das redes escolares para a reparação desta situação por meio da inclusão, promoção e valorização da cultura, conhecimento e saberes dos povos negros. Por isso, desnaturalizar a exclusão escolar de crianças e adolescentes negros do sistema de ensino é um dos passos para o início de uma transformação da escola e da sua afirmação como espaço antiracista.
"A escola tem um papel central nas transformações sociais. Para tanto é preciso que esta transformação leve em consideração as pessoas, os sujeitos dos processos educativos. Crianças e adolescentes negros devem ter suas dignidades reconhecidas em propostas educativas que potencialize seu pleno desenvolvimento, valorize suas culturas e que combata todo tipo de discriminação. Essa tarefa não é de um professor apenas, tampouco de uma disciplina. É de toda a comunidade escolar", comenta Raquel Franzim, diretora de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana.
Entre os convidados estão alguns dos principais pensadores sobre educação para as relações étnico-raciais, entre elas Nilma Lino Gomes, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, Iara Viana, entre outros.
"É necessário mudar a maneira como o país pensa sua educação. Os povos africanos são centrais na formação do Brasil, contudo seus saberes, memórias e costumes seguem sendo silenciados no currículo escolar. É preciso que a escola promova a perspectiva das resistências, inventividades e conhecimentos afirmando o protagonismo que esses povos sempre tiveram e merecem. A representação positiva de negros e negras no curriculo é porta de entrada para a reparação de séculos de racismo. Não é o caso de acreditar que a sociedade vai mudar imediatamente, mas de interromper o ciclo de violência que atravessa a vida das crianças e adolescentes pretos, a começar na escola", reforça Franzim.
Por que o evento? | Criado em outubro de 2020, o projeto No Chão da Escola é uma iniciativa do Instituto Alana voltada à formação de profissionais da educação que busca inspirar e subsidiar a comunidade escolar frente aos desafios na garantia do direito à educação para todos.
A cada edição são propostos temas que dialogam com o contexto escolar, considerando a emergência de se reverter os impactos da pandemia na educação, o acirramento das desigualdades e o enfraquecimento, nos últimos anos, da democracia e do Estado de Direito no Brasil.
Nesta terceira edição do evento, a educação antirracista será problematizada a partir de seis eixos temáticos:
• Escola, antirracismo e democracia
• O corpo negro na escola - racismo e seus impactos na subjetividade
• Educação para relações étnico-raciais
• Branquitude e racismo: o papel das escolas
• A representatividade e o protagonismo negro no currículo
• Recriar a escola sob perspectivas afro-brasileiras
Palestrantes do evento disponíveis para entrevista
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva - Professora Emérita da Universidade Federal de São Carlos. É Professora Titular em Ensino-Aprendizagem e Relações Étnico-Raciais, e docente do Centro de Educação e Ciências Humanas da UFSCar, na condição de professora sênior. Integra o International Research Group on Epystemology of African Roots and Education. Entre diversos reconhecimentos, recebeu o prêmio Educação para a Igualdade, por ser a primeira mulher negra a ter assento no Conselho Nacional de Educação.
Nilma Lino Gomes - Foi Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos do governo da presidenta Dilma Rousseff. Doutora em Antropologia Social (USP) e pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Coimbra.
Caroline Adesewa - Pedagoga criadora do Afroinfância, um canal voltado para práticas educativas afrocentradas. Caroline é professora na rede pública de São Francisco do Conde, cidade na região metropolitana de Salvador
Iara Viana - Mestre e Doutoranda em Estudos do Lazer na UFMG na linha de pesquisa "Lazer, Cultura e Educação", oriunda do Movimento de Mulheres Negras de Minas Gerais. Especialista em áreas de risco social, atualmente trabalha na Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Coordena, monitora e avalia o ensino de todo o Estado de Minas Gerais nos programas Afroconsciência e a Iniciação Científica Ensino Médio.
Alexsandro Santos - Doutor em Educação pela USP. É pesquisador junto ao Programa de Administração Pública e Governo da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB). Também é pesquisador em estágio pós-doutoral junto ao Programa de Psicologia da Educação da PUC-SP. Em 2020, passou a integrar o Programa Internacional de Fellows da Fundação Ford. Foi Secretário Adjunto de Educação em Franco da Rocha (2013-2014). Desde 2015, está na coordenação da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo. Assumiu a presidência da escola em 2019.
Serviço
No Chão da Escola
Data: 27, 28 e 29 de julho de 2021
Horário - das 18h às 21h
Evento gratuito com certificado aos participantes
Para mais informações e material de edições anteriores, acesse nochaodaescola.alana.org.br
Sobre o Instituto Alana
O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão "honrar a criança".
Relacionamento com a imprensa
2PRÓ Comunicação
alana@2pro.com.br
Belisa Barga / Elisabete Machado / Juliana Oliveira / Myrian Vallone
Julho / 2021
Da redação do Blog Vertentes
“O futuro das meninas e jovens mulheres está ameaçado no Brasil e no mundo. A pandemia aprofundou as desigualdades sociais, que já eram muito marcantes, e está está fazendo com que a gente dê vários passos para trás em conquistas importantes de direitos fundamentais para a igualdade de gênero e de oportunidades”, afirma Cynthia Betti, diretora executiva da Plan International Brasil.
“Na escola temos uma abordagem mais prática. Nas aulas online temos pouca oportunidade de tirar dúvidas, e os professores só dão a aula e não esclarecem nossas dúvidas. Minha casa está muito cheia e barulhenta. Não estou conseguindo acompanhar as aulas”, disse Bárbara, de 16 anos.
“A Covid-19 mudou profundamente nossas vidas no último ano. Mas seu impacto não é o mesmo para todas as pessoas, e a pandemia colocou em foco as desigualdades pré-existentes, seja entre ricos e pobres, jovens e idosos, homens e mulheres”, afirma Jacqui Gallinetti, diretora de Monitoramento, Avaliação, Pesquisa e Aprendizagem da Plan International.
“Isso inclui o planejamento de futuros fechamentos, identificando os alunos que mais precisam de apoio e investindo em meios variados, incluindo rádio, TV e aprendizagem online, bem como distribuindo kits escolares com materiais de aula e materiais escolares”, diz a organização.
![]() |
Polícia faz operação para investigar suposto desvio de recursos da educação na Prefeitura de Petrolina (Divulgação/PF) |
A pandemia impactou fortemente a educação. São milhões de crianças e adolescentes que estão em casa cumprindo o isolamento social. Isso tudo tem me levado a pensar nas dificuldades encontradas pelos estudantes, país/responsáveis e professores a ter que se adaptar a esse novo modo de ensino (aulas remotas).
Muitas crianças adolescentes não tem acesso a recursos digitais, e na maioria das vezes, tem que dividir o mesmo aparelho com outras pessoas na casa.
Não são poucos os relatos dos pais dizendo que seus filhos ficaram mais distraídos e menos interessados pelos estudos depois que a quarentena começou. Com as escolas fechadas e o tempo livre em casa para outras atividades (bem mais divertidas), somando ao fato de que os pais nem sempre conseguem ajudar suficientemente os filhos nas tarefas enviadas pelos professores. Muitas crianças estão sofrendo com essas novidades e consequentemente tendo uma regressão no aprendizado.
Estudar em casa exige um nível de autonomia que muitos deles nunca tiveram, e por isso não sabem lidar com tamanha “liberdade “.
Fique atento ao desenvolvimento do seu filho acompanhe, faça um monitoramento das atividades e observe alguns sinais de alerta:
Está na hora de você procurar um Psicopedagogo
Gabrielly Bezerra Psicopedagoga
“Não hesitei um minuto em enfrentar sozinha o desafio, em âmbito municipal, pois estava amparada pelo governador da época, Eduardo Campos, além do apoio do deputado Danilo Cabral, do deputado Paulo Dutra e Edjane Ribeiro da GRE vale do Capibaribe. Naquela época eu já vislumbrava as transformações que a educação integral traria para a nossa cidade e as cidades vizinhas. A receita do sucesso não tem segredo: é ousadia, trabalho, compromisso verdadeiro com o ser humano, boas pessoas ao redor e fé em Deus. “
![]() |
Deputada Professora Dorinha (DEM-TO) propôs uma parcela maior da União para o Fundeb - Foto: Najara Araújo/Agência Câmara |