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quinta-feira, 27 de julho de 2023

Educação: aluna da Rede Municipal de Ensino de Vertentes é finalista do concurso Ler Bem, promovido pela ASPA


Vertentes saiu na frente entre os municípios da região e a estudante da Rede Municipal de Ensino, Ellen Lavínia Moura Lima, do 4º ano da Escola Municipal Padre Rocha, do distrito do Livramento, está entre os melhores leitores de Pernambuco, no concurso Ler Bem, criado pela ASPA - Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores.

“Com muita alegria nós parabenizamos a querida aluna Ellen Lavínia por essa honrosa conquista. Momento de incomensurável orgulho para todos nós que fazemos a Educação de nosso município”, disse a Secretaria de Educação, Andreza Oliveira, enfatizando ainda que Vertentes tem um excelente histórico neste concurso, tendo ao longo dos anos alunos semi-finalistas e finalistas.
“De mãos dadas a gente segue avançando, uma vez que a Educação é prioridade da gestão municipal, que segue investindo forte no futuro de nossas crianças, adolescentes e jovens”, completou.
Entre os critérios para avaliar o candidato estão, espontaneidade, entonação da voz e aplicação de pausas necessárias pela pontuação. Os textos lidos são de vários gêneros literários. A final deste concurso será dia 10 de outubro.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Assessoria

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Operação da Polícia Federal contra desvio de verba federal para a educação tem cinco afastados de função pública e 21 mandados de busca

PF cumpre mandados, nesta quarta-feira (21), dentro de operação que investiga desvio de verbas para educação — Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta (21) a segunda fase da Operação Literatus, que apura o desvio de verba federal para a educação em fraudes em licitações para fornecer livros e kits escolares. Segundo os investigadores, são mais de R$ 10 milhões em prejuízos.

A Justiça Federal determinou o afastamento de cinco funcionários públicos ligados aos órgãos investigados pelo prazo inicial de 90 dias, que poderá ser renovado. Também foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão para endereços em Pernambuco, São Paulo, Roraima e no Maranhão.

Também foi solicitado o bloqueio de bens e contas de pessoas e empresas investigadas para tentar recuperar a verba desviada. Devido a lei de abuso de autoridade, os cargos dos afastados e identidades dos alvos não foram divulgados, segundo a PF.

A operação é realizada junto com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF).

Em Pernambuco, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão no Recife, um em Surubim, no Agreste, e um em Alian, na Zona da Mata. Também são cumpridos três mandados em São Luiz, três em São Paulo e dois em Boa Vista.

São investigados crimes como contratação direta indevida, peculato [desvio de recursos públicos], corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas desses crimes, somadas, podem chegar a 47 anos de prisão.

De acordo com a PF, os investigadores identificaram irregularidades em processos administrativos que resultaram na "contratação direta indevida" de empresas pernambucanas por diversos órgãos públicos em todo o país, além de indicativos de desvios de verbas utilizadas nessas compras.

Nas investigações, foi identificado que os empresários utilizaram a adesão a atas de registro de preço efetuadas por autarquias federais de outros estados para serem fornecedoras desses órgãos. A medida é considerada "um permissivo legal excepcional".

A PF informou que análises de documentos colhidos na primeira fase da operação apontaram evidências de fraude em documentos desses processos administrativos "para demonstrar uma suposta vantagem na contratação direta das empresas envolvidas".

Também foi identificada a "prática de sobrepreço em alguns contratos, e até mesmo pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos e intermediários", diz a PF.

É apurado, ainda, um possível direcionamento na liberação de recursos, por parte do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, em 2018, para parcerias com outros órgãos públicos visando a contratação de empresas que integram a organização investigada.

O MPF afirmou que, segundo a investigação, as empresas do grupo empresarial investigado receberam aproximadamente R$ 154 milhões provenientes da Iniciativa 90 do Plano de Ações Articuladas (PAR) do FNDE, o que corresponde a mais da metade do total gasto com a iniciativa.

Empresas investigadas

Um grupo familiar formado por seis empresas do ramo de livraria e papelaria, indústria gráfica e material de informática e escritório é investigado por suspeita de envolvimento nas fraudes. Em dezembro do ano passado, o g1 teve acesso decisões que autorizaram mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Pernambuco.

De acordo com as investigações, a Pontual Distribuidora LTDA seria a principal empresa beneficiada pelo esquema criminoso, que envolvia superfaturamento na venda de livros e kits escolares a órgãos estaduais e municipais de Pernambuco. O inquérito também aponta "irregularidades na contratação e na execução de contratos firmados". Veja a lista completa das empresas investigadas.

Primeira fase da operação

A primeira fase da Operação foi deflagrada em 10 de dezembro de 2021, quando foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo e no Rio Grande do Sul e apreendidos cerca de R$ 100 mil em espécie, além de documentos e outros materiais.

São investigados desvios de verba federal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Plano de Ações Articuladas (PAR), com compras que ultrapassam R$ 44 milhões.

A operação foi deflagrada após a obtenção de dados na Operação Casa de Papel, deflagrada em junho de 2020. Na ocasião, foi verificada a existência de envolvimento suspeito entre empresários investigados e as empresas fornecedoras de produtos para diversas secretarias de educação.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do G1 Pernambuco

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Lideranças da Educação e da Saúde de Vertentes, apoiam Clodoaldo Magalhães


Na noite da última terça-feira, 21, as lideranças da educação e da saúde da cidade de Vertentes se reuniram na cidade de Recife com o então Deputado Clodoaldo Magalhães, para firmar apoio e compromisso para a eleição do parlamentar como pré candidato à Deputado Federal.

Clodoaldo Magalhães hoje é Deputado Estadual, e caminha Rumo ao cargo de Deputado Federal no ano de 2022.

Da redação do Blog Vertentes Notícias

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Fiscalização do transporte escolar será tema de reuniões com prefeitos e secretários municipais de Educação


No dia 15 de junho, o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Direito Humano à Educação (CAO Educação), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), irá realizar duas reuniões, no formato híbrido (presencial e virtual), com todos os prefeitos e secretários municipais de Educação para que apontem as situações, desafios e as medidas tomadas para a prestação do serviço do transporte escolar e a manutenção e vistoria dos veículos pelo Detran. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) fez o levantamento da situação, com relatórios por município sobre a situação do transporte escolar.

Recentemente, a Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caruaru deferiu parcialmente o pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio das 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru com atuação na Educação e no Patrimônio Público, determinando a suspensão do Contrato Administrativo nº 025/2021 CPL/E firmado entre o Município de Caruaru e a Empresa Realbus Locação de Veículos Eirelli, bem como para conceder ao Município de Caruaru prazo de 30 dias úteis, para que decida, aja e regularize a situação do transporte escolar. Na liminar, o judiciário fixou 30 dias para chamar o segundo colocado da licitação ou realizar outro pregão.

A iniciativa das Promotorias de Caruaru se deu após investigação de episódios envolvendo transporte escolar no município, nos quais verificou-se que diversos pontos do contrato não estavam sendo cumpridos.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diário de Pernambuco

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Em entrevista, Gestora da EREM Gil Rodrigues comenta sobre educação e política


Convidada do programa Show de Notícias da rádio Farol FM 90.5 do último sábado (20), a gestora da EREM Gil Rodrigues, a Maria Salomé, comentou sobre o momento atual da educação, o futuro e política. O deputado estadual professor Paulo Dutra também participou da entrevista por telefone e reiterou seu apoio à Salomé.


No programa, Salomé, que desempenha a função de gestora do Gil Rodrigues há duas décadas, comentou sobre assuntos pertinentes à população vertentense, em especial aos estudantes. A docente falou sobre a volta das aulas com as medidas de restrição, bem como do novo ensino médio, que entrará em vigor a partir do ano que vem.


Salomé explicou em detalhes como deve funcionar a nova grade curricular: matemática e português seguem como obrigatórias, mas agora o aluno poderá escolher qual área de ensino seguir, como por exemplo exatas, biológicas ou humanas. Essas mudanças já vinham sendo discutidas há um bom tempo, mas só agora que, de fato, entrarão em vigor.

A gestora também comentou sobre a conquista do ginásio poliesportivo para o Gil Rodrigues, um sonho de muitos anos que agora está próximo de se concretizar. Através de articulações do deputado estadual professor Paulo Dutra - que participou ao vivo do programa via telefone e reiterou seu apoio e confiança em Salomé -, o terreno em frente a escola será doado pelo IPA para a viabilização da construção. Segundo a Salomé, a previsão é de que as obras iniciem já no começo do ano vindouro.


Em se tratando do contexto político, Salomé comentou sobre o município, as oportunidades que já teve de entrar na política e aproveitou para garantiu que pensa em se lançar no cenário municipal. Segundo ela, o melhor para o grupo de oposição seria ouvir o povo antes de lançar qualquer candidato, e que se fosse da vontade de todos, o nome dela estaria à disposição.

Da redação do Blog Vertentes Notícias

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Instituto Alana convida educadores para debater educação antirracista no Brasil

O desenvolvimento e a educação integral de crianças e adolescentes é efetivada quando a escola é um espaço de promoção e valorização da cultura dos povos negros. Mas com uma sociedade marcada pelo racismo, por onde começar?

Entre as feridas ainda abertas pela escravidão no Brasil, o racismo é a mais gritante. Como o problema estrutural que é, se faz presente em toda a organização social e política do país. Desde o momento em que nascem, crianças e jovens negros tem seus direitos e dignidade atravessados por violência física, econômica, simbólica entre outras. Na educação, não é diferente. Por isso, é impossível debater o racismo do nosso país sem debater, também, o papel da escola frente à sociedade que temos e a que almejamos construir.

Trata-se de uma realidade evidenciada no cotidiano e nos números: de acordo com o estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, do IBGE, a taxa de analfabetismo entre a população negra é de 9,1%, cerca de cinco pontos percentuais superior à da população branca, de 3,9%. Os números são de 2018. Já a PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também do IBGE, mostra que o percentual de jovens negros fora da escola chega a 19%. Entre os jovens brancos, o número é de 12,5%.

As dificuldades impostas pela pandemia somente tornaram o quadro mais crítico. Ainda de acordo com o IBGE em outro levantamento, feito em 2020, em setembro do ano passado 6,4 milhões de estudantes (13,9% do total) não tiveram acesso às atividades escolares. Ainda nessa mesma pesquisa, a PNAD-Covid mostra que estudantes negros e indígenas sem atividade escolar representam ao triplo de estudantes sem escola: 4,3 milhões de crianças e adolescentes negros e indígenas da rede pública e 1,5 milhão de pessoas brancas destes segmentos.

Esses indicadores escancaram o abismo entre as oportunidades educativas e a população negra como também a ausência de políticas educacionais das redes escolares para a reparação desta situação por meio da inclusão, promoção e valorização da cultura, conhecimento e saberes dos povos negros. Por isso, desnaturalizar a exclusão escolar de crianças e adolescentes negros do sistema de ensino é um dos passos para o início de uma transformação da escola e da sua afirmação como espaço antiracista.

"A escola tem um papel central nas transformações sociais. Para tanto é preciso que esta transformação leve em consideração as pessoas, os sujeitos dos processos educativos. Crianças e adolescentes negros devem ter suas dignidades reconhecidas em propostas educativas que potencialize seu pleno desenvolvimento, valorize suas culturas e que combata todo tipo de discriminação. Essa tarefa não é de um professor apenas, tampouco de uma disciplina. É de toda a comunidade escolar", comenta Raquel Franzim, diretora de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana.
Plano de ação | Com a ideia de reunir alguns dos principais pesquisadores, educadores e ativistas voltados à educação, o Instituto Alana organiza uma nova edição do projeto No Chão da Escola, que desta vez acontece de 27 a 29 de julho.

Entre os convidados estão alguns dos principais pensadores sobre educação para as relações étnico-raciais, entre elas Nilma Lino Gomes, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, Iara Viana, entre outros.

"É necessário mudar a maneira como o país pensa sua educação. Os povos africanos são centrais na formação do Brasil, contudo seus saberes, memórias e costumes seguem sendo silenciados no currículo escolar. É preciso que a escola promova a perspectiva das resistências, inventividades e conhecimentos afirmando o protagonismo que esses povos sempre tiveram e merecem. A representação positiva de negros e negras no curriculo é porta de entrada para a reparação de séculos de racismo. Não é o caso de acreditar que a sociedade vai mudar imediatamente, mas de interromper o ciclo de violência que atravessa a vida das crianças e adolescentes pretos, a começar na escola", reforça Franzim.
É importante que esse compromisso seja coletivo dentro da instituição de ensino, ou seja, o compromisso de uma escola preparada para discutir relações raciais não pode ser colocado somente como responsabilidade de professores negros.

Por que o evento? | Criado em outubro de 2020, o projeto No Chão da Escola é uma iniciativa do Instituto Alana voltada à formação de profissionais da educação que busca inspirar e subsidiar a comunidade escolar frente aos desafios na garantia do direito à educação para todos.

A cada edição são propostos temas que dialogam com o contexto escolar, considerando a emergência de se reverter os impactos da pandemia na educação, o acirramento das desigualdades e o enfraquecimento, nos últimos anos, da democracia e do Estado de Direito no Brasil.

Nesta terceira edição do evento, a educação antirracista será problematizada a partir de seis eixos temáticos:

• Escola, antirracismo e democracia

• O corpo negro na escola - racismo e seus impactos na subjetividade

• Educação para relações étnico-raciais

• Branquitude e racismo: o papel das escolas

• A representatividade e o protagonismo negro no currículo

• Recriar a escola sob perspectivas afro-brasileiras

Palestrantes do evento disponíveis para entrevista

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva - Professora Emérita da Universidade Federal de São Carlos. É Professora Titular em Ensino-Aprendizagem e Relações Étnico-Raciais, e docente do Centro de Educação e Ciências Humanas da UFSCar, na condição de professora sênior. Integra o International Research Group on Epystemology of African Roots and Education. Entre diversos reconhecimentos, recebeu o prêmio Educação para a Igualdade, por ser a primeira mulher negra a ter assento no Conselho Nacional de Educação.

Nilma Lino Gomes - Foi Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos do governo da presidenta Dilma Rousseff. Doutora em Antropologia Social (USP) e pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Coimbra.

Caroline Adesewa - Pedagoga criadora do Afroinfância, um canal voltado para práticas educativas afrocentradas. Caroline é professora na rede pública de São Francisco do Conde, cidade na região metropolitana de Salvador

Iara Viana - Mestre e Doutoranda em Estudos do Lazer na UFMG na linha de pesquisa "Lazer, Cultura e Educação", oriunda do Movimento de Mulheres Negras de Minas Gerais. Especialista em áreas de risco social, atualmente trabalha na Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Coordena, monitora e avalia o ensino de todo o Estado de Minas Gerais nos programas Afroconsciência e a Iniciação Científica Ensino Médio.

Alexsandro Santos - Doutor em Educação pela USP. É pesquisador junto ao Programa de Administração Pública e Governo da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB). Também é pesquisador em estágio pós-doutoral junto ao Programa de Psicologia da Educação da PUC-SP. Em 2020, passou a integrar o Programa Internacional de Fellows da Fundação Ford. Foi Secretário Adjunto de Educação em Franco da Rocha (2013-2014). Desde 2015, está na coordenação da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo. Assumiu a presidência da escola em 2019.

Serviço

No Chão da Escola

Data: 27, 28 e 29 de julho de 2021

Horário - das 18h às 21h

Evento gratuito com certificado aos participantes

Para mais informações e material de edições anteriores, acesse nochaodaescola.alana.org.br

Sobre o Instituto Alana

O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão "honrar a criança".

Relacionamento com a imprensa

2PRÓ Comunicação

alana@2pro.com.br

Belisa Barga / Elisabete Machado / Juliana Oliveira / Myrian Vallone

Julho / 2021

Da redação do Blog Vertentes

terça-feira, 18 de maio de 2021

Jovens dizem que educação foi a área mais afetada durante pandemia


Um estudo da organização não governamental (ONG) Plan International mostrou que 95% de meninas e jovens mulheres tiveram suas vidas afetadas de forma negativa pela pandemia de Covid-19. Para as jovens, a educação foi a área mais atingida. O acesso limitado à tecnologia, o apoio insuficiente de escolas e faculdades e o espaço físico para estudar foram as principais dificuldades enfrentadas na educação em casa.

A pesquisa Vidas Interrompidas 2: em suas próprias vozes – O impacto da Covid-19 na vida de meninas e jovens mulheres ouviu, nos meses de junho e julho de 2020, 7 mil mulheres de 15 a 24 anos sobre temas como educação, saúde e bem-estar, percepções sobre a vacina e o futuro.

O Brasil está entre os países que participaram do estudo, que também incluiu meninas da Austrália, do Egito, Equador, da Espanha, dos Estados Unidos, da Etiópia, França, de Gana, da Índia, de Moçambique, da Nicarágua, do Vietnã e de Zâmbia.

A solidão e as responsabilidades domésticas também interferiram na capacidade das meninas de acompanhar o ensino a distância enquanto as escolas e faculdades foram fechadas.
“O futuro das meninas e jovens mulheres está ameaçado no Brasil e no mundo. A pandemia aprofundou as desigualdades sociais, que já eram muito marcantes, e está está fazendo com que a gente dê vários passos para trás em conquistas importantes de direitos fundamentais para a igualdade de gênero e de oportunidades”, afirma Cynthia Betti, diretora executiva da Plan International Brasil.
Nas entrevistas, as jovens relataram dificuldades de concentração e foco ao estudar em casa. Elas também citaram a falta de dinheiro para planos de dados, telefones celulares e outros custos relacionados ao aprendizado online, além do fato de não ter ninguém para ajudar a explicar lições ou conceitos, como barreiras frequentes para aprender durante a pandemia.
“Na escola temos uma abordagem mais prática. Nas aulas online temos pouca oportunidade de tirar dúvidas, e os professores só dão a aula e não esclarecem nossas dúvidas. Minha casa está muito cheia e barulhenta. Não estou conseguindo acompanhar as aulas”, disse Bárbara, de 16 anos.
Vidas interrompidas

A primeira etapa da pesquisa Vidas Interrompidas, divulgada no ano passado, revelou que 19% das meninas em todo o mundo acreditam que a Covid-19 as forçará a suspender temporariamente os estudos, enquanto 7% temem ter que abandonar a escola. No auge da primeira onda da pandemia, 1,5 bilhão de estudantes foram afetados pelo fechamento de escolas, que ocorreu em 194 países em quase toda a Europa, África, América Latina e Ásia.
“A Covid-19 mudou profundamente nossas vidas no último ano. Mas seu impacto não é o mesmo para todas as pessoas, e a pandemia colocou em foco as desigualdades pré-existentes, seja entre ricos e pobres, jovens e idosos, homens e mulheres”, afirma Jacqui Gallinetti, diretora de Monitoramento, Avaliação, Pesquisa e Aprendizagem da Plan International.
Barreiras financeiras

Para reduzir os impactos do cenário revelado pela pesquisa, a organização defende que os governos reúnam esforços para lidar com as barreiras financeiras impostas às meninas. Entre as medidas propostas na pesquisa estão o pagamento de vale-alimentação, merenda escolar e transferência de renda para incentivar as meninas a voltarem à escola, aliviando a carga sobre a renda familiar.

Outro ponto indicado pela Plan International é reforçar o treinamento para professores e alunos no uso da tecnologia, para melhorar a qualidade do ensino a distância em países onde as escolas permanecem fechadas, e para que a educação seja mais resiliente em caso de crises futuras.
“Isso inclui o planejamento de futuros fechamentos, identificando os alunos que mais precisam de apoio e investindo em meios variados, incluindo rádio, TV e aprendizagem online, bem como distribuindo kits escolares com materiais de aula e materiais escolares”, diz a organização.
Aumento da ansiedade

O estudo também mostrou que a interrupção nos estudos, combinada ao medo do próprio vírus e à necessidade de se adaptar a medidas de isolamento social, afetou a saúde mental das meninas, e muitas participantes da pesquisa precisaram lidar com o estresse e a ansiedade.

A primeira edição da pesquisa revelou que nove em cada dez meninas (88%) diziam estar sentindo níveis altos ou médios de ansiedade como consequência da pandemia de Covid-19.

Por outro lado, o estudo mostrou que apenas 5% das meninas e jovens mulheres entrevistadas disseram que a pandemia só causou efeitos positivos em sua vida.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do Diario de Pernambuco

terça-feira, 13 de abril de 2021

Polícia Federal faz operação para investigar suposto desvio de recursos da educação na Prefeitura de Petrolina

Polícia faz operação para investigar suposto desvio de recursos da educação na Prefeitura de Petrolina (Divulgação/PF)

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (13) uma operação para investigar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica e organização criminosa em contratações realizadas pela Secretaria de Educação de Petrolina, no Sertão pernambucano.

A operação tem a participação de cerca de 150 policiais federais e auditores da Controladoria Geral da União.

Investigações

De acordo com a PF, as investigações apontam irregularidades no fornecimento do kit escolar entre 2015 e 2020, utilizando recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão em órgãos da Prefeitura de Petrolina, na Região Metropolitana do Recife e em Minas Gerais.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações do NE10 Interior

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Os impactos da pandemia na educação milhões de crianças e adolescentes que estão em casa cumprindo o isolamento social

A pandemia impactou fortemente a educação. São milhões de crianças e adolescentes que estão em casa cumprindo o isolamento social. Isso tudo tem me levado a pensar nas dificuldades encontradas pelos estudantes, país/responsáveis e professores a ter que se adaptar a esse novo modo de ensino (aulas remotas). 

Muitas crianças adolescentes não tem acesso a recursos digitais, e na maioria das vezes, tem que dividir o mesmo aparelho com outras pessoas na casa. 

Não são poucos os relatos dos pais dizendo que seus filhos ficaram mais distraídos e menos interessados pelos estudos depois que a quarentena começou. Com as escolas fechadas e o tempo livre em casa para outras atividades (bem mais divertidas), somando ao fato de que os pais nem sempre conseguem ajudar suficientemente os filhos nas tarefas enviadas pelos professores. Muitas crianças estão sofrendo com essas novidades e consequentemente tendo uma regressão no aprendizado. 

Estudar em casa exige um nível de autonomia que muitos deles nunca tiveram, e por isso não sabem lidar com tamanha “liberdade “. 

Fique atento ao desenvolvimento do seu filho acompanhe, faça um monitoramento das atividades e observe alguns sinais de alerta:

  • seu filho não consegue se concentrar nas aulas;

  • problemas relacionados a memória;

  • não consegue compreender o que lê;

  • está sem atenção as aulas virtuais;

  • escreve faltando letras, com muitos erros ortográficos e não está lendo corretamente;

  • desmotivação e falta de interesse nos estudos 

  • tem dificuldades em realizar cálculos matemáticos e de raciocínio lógico.

Está na hora de você procurar um Psicopedagogo

  •  É necessário avaliar para verificar se o problema é uma simples dificuldade de aprendizagem ou um transtorno de aprendizagem.

  • Mas como o Psicopedagogo pode ajudar seu filho a não regredir na aprendizagem? 

  • Ele irá fazer uma avaliação no processo de aprendizagem do seu filho, utilizando recursos e técnicas psicopedagógicas para atuar diretamente na origem do problema;

  • Irá traçar um plano de intervenção mediante a realidade em que seu filho se encontra, sempre buscando solucionar suas dificuldades;

  • Ajuda a melhorar as habilidades de atenção, concentração, memória e consequentemente melhor desempenho nas atividades;

  • Despertar o desejo de aprender e estimular o hábito de leitura e escrita;

  • Orientação aos pais/ responsáveis e professores, sempre visando o bem estar da criança/adolescente. 

  • A figura do psicopedagogo é de grande importância a partir do momento que o profissional promove uma análise aprofundada do quadro apresentado pela criança.

Gabrielly Bezerra Psicopedagoga

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações da Gabrielly Bezerra Psicopedagoga

quinta-feira, 23 de julho de 2020

EREM Gil Rodrigues - 12 anos de transformação na Educação em Vertentes


Em julho do ano de 2008 começava a transformação na educação do Estado de Pernambuco e, no município de Vertentes,com a vinda do ensino de forma integral para a cidade. Pioneira na implantação, a escola Gil Rodrigues abraçou o projeto desafiador e hoje colhe os frutos de um ensino de qualidade e comprometido com o desenvolvimento dos jovens de vertentes e das cidades vizinhas. 


Ao longo desses doze anos foram 33 alunos para fora do país através do programa ganhe o mundo, aprovações nos vestibulares federais, estaduais e privados não só de Pernambuco, mas também na Paraíba, Alagoas e São Paulo. O colégio já produziu advogados, contadores, farmacêuticos, engenheiros, professores, fisioterapeutas, biomédicos, além dos profissionais já formados e em formação a escola conta com duas ex alunas estudantes de medicina atualmente. 


Atrelada a todas essas conquistas, a escola conta com uma equipe de professores de alto nível que tiveram a oportunidade de ingressar no programa de educação integral e também terem suas vidas transformadas. A educação integral é elemento transformador de vidas e não foi diferente na cidade das vertentes, famílias foram impactadas através do sucesso dos seus filhos que foram agentes modificadores de suas realidades. 


A educação integral tem o poder de impulsionar a economia do município gerando emprego, melhorando salário dos educadores, demandando prestação de serviço, além do bem maior que é a formação do ser humano como um todo, os alunos saem autônomos, críticos e capazes de construir seu próprio futuro.


Procurada pela redação a Gestora Maria Salomé, afirmou: 
“Não hesitei um minuto em enfrentar sozinha o desafio, em âmbito municipal, pois estava amparada pelo governador da época, Eduardo Campos, além do apoio do deputado Danilo Cabral, do deputado Paulo Dutra e Edjane Ribeiro da GRE vale do Capibaribe. Naquela época eu já vislumbrava as transformações que a educação integral traria para a nossa cidade e as cidades vizinhas. A receita do sucesso não tem segredo: é ousadia, trabalho, compromisso verdadeiro com o ser humano, boas pessoas ao redor e fé em Deus. “
Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Erem Gil Rodrigues


quarta-feira, 22 de julho de 2020

Câmara aprova PEC do novo Fundeb em 2º turno e amplia verba federal na educação básica

Deputada Professora Dorinha (DEM-TO) propôs uma parcela maior da União para o Fundeb - Foto: Najara Araújo/Agência Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/15, que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) e eleva a participação da União no financiamento da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio.

O texto-base da proposta foi aprovado em segundo turno por 492 votos a 6, além de 1 abstenção. Pouco antes, no primeiro turno, o placar da votação foi de 499 votos a 7. A PEC seguirá para o Senado.

Segundo o parecer da relatora, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), a contribuição da União para o Fundeb crescerá de forma gradativa de 2021 a 2026, de forma a substituir o modelo cuja vigência acaba em dezembro.

Nos próximos seis anos, a parcela da União deverá passar dos atuais 10% para 23% do total do Fundeb, por meio de acréscimos anuais. Assim, em 2021 começará com 12%; passando para 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025; e 23% em 2026.

Os valores colocados pelo governo federal continuarão a ser distribuídos para os entes federativos que não alcançarem o valor anual mínimo aplicado por aluno na educação. Da mesma forma, o fundo continuará recebendo o equivalente a 20% dos impostos municipais e estaduais e das transferências constitucionais de parte dos tributos federais.

Em 2019, o Fundeb distribuiu R$ 156,3 bilhões para a rede pública. Atualmente, o fundo garante dois terços dos recursos que os municípios investem em educação. Os repasses da União, que representam 10% do fundo, não entram no teto de gastos (Emenda Constitucional 95/16).

Desigualdades regionais

Dos 13 pontos percentuais a mais que a União deverá colocar no Fundeb, 10,5 pontos deverão complementar cada rede de ensino municipal, distrital ou estadual sempre que o valor anual total por aluno (VAAT) não atingir o mínimo definido nacionalmente. A intenção é diminuir desigualdades regionais no recebimento do apoio.

Após acordo com o governo, pelo menos metade do dinheiro deverá ser destinado à educação básica se for o caso, inclusive para escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas. Segundo a relatora, a medida terá grande impacto, já que a educação infantil concentra a maior demanda não atendida pela rede pública no País.

Além do montante colocado por estados e municípios no Fundeb, o cálculo do VAAT deverá levar em conta os outros recursos direcionados à educação, as cotas estaduais e municipais de arrecadação do salário-educação e o complemento da União segundo os critérios atuais (valor anual por aluno).

Lei futura deverá definir vários detalhes sobre o Fundeb, inclusive o cálculo do VAAT, para o qual a PEC já define parâmetros. Outra regra determina que, no mínimo, 70% dos recursos extras poderão pagar salários dos profissionais da educação hoje, esse piso é de 60% e só beneficia professores , e pelo menos 15% terão de custear investimentos nas escolas.

Ainda em relação aos professores, uma lei específica definirá o piso salarial nacional para a educação básica pública. A partir da vigência da futura emenda constitucional, fica explícito que o dinheiro do Fundeb não poderá ser usado para pagar aposentadorias e pensões.

Gestão e qualidade

Os outros 2,5 pontos percentuais que a União deverá colocar a mais no Fundeb serão distribuídos às redes públicas que cumprirem requisitos de melhoria na gestão previstos em lei e atingirem indicadores de aprendizagem com redução das desigualdades, nos termos do sistema nacional de avaliação da educação básica.

Entretanto, conforme o texto aprovado, essa parte do repasse extra da União começará apenas em 2023 (no equivalente a 0,75 ponto), será ampliada ano a ano e atingirá a integralidade dos 2,5 pontos a partir de 2026.

Os entes federativos deverão usar os recursos do Fundeb exclusivamente em sua atuação prioritária definida na Constituição: os municípios cuidam da educação infantil e do ensino fundamental; e os estados, do ensino fundamental e médio. Assim, o dinheiro não poderá ser aplicado, por exemplo, em universidades.

Para cumprirem o montante mínimo de 25% dos impostos investidos anualmente em educação, também conforme a Constituição, estados e municípios poderão contar somente com 30% do total repassado pela União. Nenhum ente federativo poderá reter os repasses vinculados ao Fundeb, sob pena de crime de responsabilidade.

Em relação aos tributos de estados e municípios que compõem as fontes do Fundeb, foi aprovado destaque, apresentado por nove partidos, que alterou o parecer da deputada Professora Dorinha. Assim, continuam de fora os recursos oriundos da compensação da União pela desoneração das exportações prevista na Lei Kandir (Lei Complementar 87/96).

Regulamentação

A lei que regulamentará o novo Fundeb deverá levar em conta as metas do plano nacional de educação; o valor anual por aluno investido em cada etapa e modalidade; a transparência e o controle social dos fundos; e o conteúdo e a periodicidade da avaliação dos indicadores de qualidade.

Esse regulamento definirá ponderações relativas ao nível socioeconômico dos estudantes e à disponibilidade de recursos vinculados à educação e o potencial de arrecadação de cada ente federativo.

Quanto ao padrão mínimo de qualidade do ensino, a referência será o custo aluno qualidade, constante no Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/14), com o objetivo de encontrar o financiamento necessário por estudante para a melhoria da qualidade da educação no Brasil.

Dados centralizados

O substitutivo da deputada Professora Dorinha determina a centralização dos dados contábeis, orçamentários e fiscais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O objetivo é garantir a rastreabilidade e a comparação dos dados para divulgá-los ao público.

No caso de uma reforma tributária, o texto prevê que deve ser garantida, em cada exercício financeiro, a aplicação dos montantes mínimos em educação por estados, municípios e União equivalentes à média aritmética dos últimos três anos, independentemente da extinção ou substituição de tributos.

Uma lei deverá regulamentar a fiscalização, a avaliação e o controle das despesas com educação nas esferas estadual, distrital e municipal.

A partir da publicação da futura emenda constitucional, os estados terão dois anos para vincular parte dos repasses do ICMS para os municípios a indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade.

Atualmente, os estados repassam parte do ICMS arrecadado (25%) às cidades. A PEC diminui o total repassado proporcionalmente às operações realizadas no território de cada município e aumenta o mesmo tanto no repasse que nova lei estadual deverá vincular às melhorias na educação.

Princípios

No artigo da Constituição que define os princípios do ensino, a PEC inclui a garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações da Folha PE

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Em Vertentes, oposição indefinida poderá optar por peça da educação para melhorar o jogo


A cidade de Vertentes, no Agreste de Pernambuco poderá ter a inclusão de uma mulher na corrida pelo Palácio Municipal. Acostumada com a disputa sempre de dois candidatos para executiva, a cidade também caminha para outro diferencial, que seria o número de postulantes ao cargo.

Na pré-campanha hoje, encontram-se os nomes de Romero Leal (PSDB) concorrente à reeleição, Igor Miranda (PSB) que pela segunda vez disputa pela oposição, tendo sido na última eleição derrotado pelo atual gestor, e Davi de Fanha (PP) que surge como uma terceira possibilidade, estreante na disputa. Em meio à toda essa situação surge um outro nome possível para o principal grupo de oposição que hoje tem Igor como cabeça. A Professora e Gestora da Escola de Referência Gil Rodrigues, Salomé Soares, está filiada ao PSB, e conta com grande amizade no Palácio do Campo das Princesas. Seu nome passou a ser cogitado devido a pouca movimentação e empolgação política atribuída ao nome de Igor, que faz uma parte dos aliados acreditarem que o nome da chapa precisaria ser outro, ou pelo menos incrementar algo diferente.

Procurada para falar sobre a situação de mudanças na chapa de oposição, Salomé Soares disse "estou a disposição sempre buscando o melhor para o grupo". Apesar de não confirmar nada, a Professora pode ser o diferencial buscado pelo grupo, que até aqui mantém a mesma composição da eleição passada. E não é de hoje que se tem o desejo de mudança. Nos últimos meses chegou a se cogitar o nome de Kleiton Vieira (PSD) para lançar seu nome para a executiva, o Vereador de mandato entendeu que não era o momento, e que decidiria pela união do grupo.

Sobre uma possível união total das oposições, Kleiton foi enfático em dizer que "sigo a disposição da unidade do grupo, pois todos temos intenção de melhorar os rumos da cidade, e pra isso precisamos nos unir em prol de Vertentes. Pois quem tem em mente ajudar o município, tem que deixar de lado os caprichos pessoais para trabalhar pelos melhores nomes".

Os últimos meses na cidade foram de desgaste no governo, com fechamento de hospital, e crise na gestão com vazamento de vídeos de supostos benefícios financeiros ao gabinete do executivo. Enquanto isso a composição da chapa majoritária de oposição e a união total dos grupos segue indefinida.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Blog do Jessé Aciole

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Seleção: IFPE divulga primeira lista de espera do SiSU 2015

Do NE10
Ainda há 247 vagas a serem preenchidas / Foto: Reprodução
Ainda há 247 vagas a serem preenchidasFoto: Reprodução
A primeira convocatória para os classificados na lista de espera do SiSu 2015 para o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) foi publicada nesta segunda-feira (23). Os campus de Pesqueira, Barreiros e Recife oferecem 247 vagas para os cursos superiores da instituição

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma lição de vida

Sandra cresceu e mora até hoje na comunidade Entrapulso, em Boa Viagem / Clemilson Campos/JC Imagem
A professora Sandra Cristina da Silva, 36 anos, pode ser chamada de doutora a partir de amanhã. Vencendo as adversidades de morar em um local pobre, a comunidade Entrapulso, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, e fazer parte de uma família humilde, ela concluiu a educação básica, fez faculdade de história, cursou especialização e mestrado, tudo em instituições públicas de ensino. Amanhã, defenderá sua tese de doutorado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Com persistência, ela mostra que o contexto social não é desculpa para se acomodar e mudar de vida.
Não à toa o tema que escolheu para o doutorado foi como a educação proporcionou a emancipação da mulher. “Concluir o doutorado é para mim uma satisfação sem precedentes. Moro em uma comunidade pobre, mas extremamente diversa. Algumas vezes sofri discriminação, pois muitas pessoas julgam os outros pelo lugar em que moram, pelo saldo da conta bancária, pela roupa que vestem e não pela essência. Valorizam o ter em detrimento do ser”, ressalta Sandra, que nos fins de semana estudava com protetores de ouvido para não escutar o som alto das casas vizinhas.
Trabalhando desde os 14 anos, quando estava no último ano do ensino fundamental, Sandra tinha que conciliar a rotina de labuta diária com a escola. “Foi meu maior desafio. Trabalhava durante o dia, numa escola longe de casa, e estudava à noite. Sou a caçula de quatro irmãos e fui a primeira da família a cursar universidade. Passei no vestibular na terceira tentativa. Meus pais, apesar da pouca instrução que receberam, nunca mediram esforços para que estudássemos. E cobravam isso de nós. Desde pequena, sempre fui obstinada e dizia que iria ‘fazer faculdade’”, conta a professora de história, que leciona na rede estadual de ensino.
Sua determinação motivou os três irmãos mais velhos a seguirem o mesmo caminho escolar. Um dos irmãos é formado em administração e o outro em direito, ambos cursados em faculdades privadas, pagas com bolsas. A única irmã vai concluir pedagogia ano que vem na UFPE. “Minha mãe era empregada doméstica e meu pai, fotógrafo. Uns oito anos atrás consegui bancar a casa e fazer com que ela parasse de trabalhar fora e se dedicasse apenas a fazer artesanato, coisa de que mais gosta”, explica Sandra. O pai está aposentado e é separado da mãe dela, mas sempre foi um grande incentivador da caçula. Jornal do comercio