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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Prefeitura de Vertentes envia projeto para a Câmara de Vereadores que prevê rateio do FUNDEB aos profissionais da educação


O prefeito de Vertentes, Romero Leal, informou nesta quinta-feira (25), através das redes sociais oficiais da Prefeitura Municipal, que enviará nos próximos dias para a casa legislativa da cidade um projeto que visa o pagamento dos 10% restantes do FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) dos anos de 2020 e 2021 aos professores.


O pagamento acontecerá em forma de rateio entre todos os profissionais comissionados e efetivos da pasta da educação, não sendo divulgado uma estimativa de valor, pois, segundo o prefeito, o setor financeiro da prefeitura aguarda a verba que deverá ser depositada nas arcas da prefeitura até o dia dez de dezembro. Só após isso é que os valores poderão ser confirmados, mas, de acordo com o prefeito, o valor “será satisfatório tanto para o pessoal efetivo da educação, quanto para os contratados”.

Essa “bonificação” que será destinada aos profissionais da educação é que algo previsto nas normas do FUNDEB. Antes, 60% da verba deveria ser dividida entre os professores, agora o valor chega a 70%. Com isso, as prefeituras serão obrigadas a pagar os 10% de diferença, que será o caso de Vertentes, que pagará valores referentes aos anos de 2020 e 2021.

Aproveitando a oportunidade para fazer menção aos salários em dia, o gestor informou que o bônus não é um décimo terceiro, já que esse se encontra pago a todos os funcionários da prefeitura, inclusive os profissionais da educação - inclusive, desde o mês de outubro.

No vídeo divulgado, o prefeito aparece ao lado da sua irmã e presidente da câmara Elba Leal, onde, juntos, comentam sobre a expectativa que o projeto seja aprovado de forma unânime na casa legislativa. A proposta vai para a apreciação da comissão competente na próxima terça-feira (30), indo para primeira votação no dia seguinte e para segunda votação uma semana depois, no dia oito de dezembro.

Vale salientar que esses valores não fazem referência aos precatórios do extinto FUNDEF (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental), que é motivo de lutas e embates jurídicos dos professores há anos.

Da redação do Blog Vertentes Notícias
Com informações da Prefeitura de Vertentes

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Professores de Vertentes realizam audiência para tratar sobre os precatórios do FUNDEB


Na última quinta-feira (21), professores de Vertentes realizaram uma audiência para discutir sobre uma luta travada há alguns anos: os precatórios do Fundeb. A reunião teve início às 14h e contou com a presença de figuras importantes.


A luta dos professores de Vertentes em busca dos direitos em relação aos precatórios do FUNDEB (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação) ganhou mais um capítulo importante. Discentes, vereadores, companheiros de luta de Toritama e assessores jurídicos do deputado federal Fernando Rodolfo (PL) estiveram presentes na audiência realizada nas instalações do Sindicato Rural de Vertentes.


Em relação ao local, a princípio o SINDUPROM (Sindicato Único dos Profissionais do Magistério Público das Redes Municipais de Ensino do Estado de Pernambuco) requereu ao poder legislativo de Vertentes, na pessoa da vereadora e presidente da casa legislativa Elba Leal (DEM), a disponibilização do espaço da Câmara dos Vereadores para a realização da reunião, não obtendo resposta favorável. No ofício, assinado pela vereadora Elba, havia também a declaração de que não havia interesse por parte da casa legislativa de participar do encontro com a comissão dos professores.


Com mais uma negativa da presidente da câmara em ceder o espaço, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vertentes (STR) disponibilizou o espaço para que a reunião ocorresse. A audiência contou com figuras importantes, como a comissão dos professores, os vereadores Pedro Panela (PSD) e Marcone Costa (PSD), bem como de representantes da classe da cidade de Toritama. O deputado Fernando Rodolfo (PL), exímio defensor da luta dos precatórios e sempre presente nessas discussões - recentemente, inclusive, esteve em Toritama discutindo sobre o mesmo assunto -, não pode estar presente, mas encaminhou seus assessores jurídicos, que explicaram todo o processo dos direitos dos professores.


O vereador e um dos primeiros defensores da causa na cidade, Kleiton Vieira (PSD) não pôde comparecer por motivos pessoais. Apesar de convidados, o gestor do município, Romero Leal (PSDB), bem como a secretária de educação, também não estiveram presentes na reunião.


A categoria dos professores busca respostas em relação ao motivo de ainda não terem, segundo eles, os direitos cumpridos, já que a lei é válida e a receita encontra-se disponível para a realização desses pagamentos.


Da redação do Blog Vertentes Notícias

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Câmara aprova PEC do novo Fundeb em 2º turno e amplia verba federal na educação básica

Deputada Professora Dorinha (DEM-TO) propôs uma parcela maior da União para o Fundeb - Foto: Najara Araújo/Agência Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/15, que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) e eleva a participação da União no financiamento da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio.

O texto-base da proposta foi aprovado em segundo turno por 492 votos a 6, além de 1 abstenção. Pouco antes, no primeiro turno, o placar da votação foi de 499 votos a 7. A PEC seguirá para o Senado.

Segundo o parecer da relatora, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), a contribuição da União para o Fundeb crescerá de forma gradativa de 2021 a 2026, de forma a substituir o modelo cuja vigência acaba em dezembro.

Nos próximos seis anos, a parcela da União deverá passar dos atuais 10% para 23% do total do Fundeb, por meio de acréscimos anuais. Assim, em 2021 começará com 12%; passando para 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025; e 23% em 2026.

Os valores colocados pelo governo federal continuarão a ser distribuídos para os entes federativos que não alcançarem o valor anual mínimo aplicado por aluno na educação. Da mesma forma, o fundo continuará recebendo o equivalente a 20% dos impostos municipais e estaduais e das transferências constitucionais de parte dos tributos federais.

Em 2019, o Fundeb distribuiu R$ 156,3 bilhões para a rede pública. Atualmente, o fundo garante dois terços dos recursos que os municípios investem em educação. Os repasses da União, que representam 10% do fundo, não entram no teto de gastos (Emenda Constitucional 95/16).

Desigualdades regionais

Dos 13 pontos percentuais a mais que a União deverá colocar no Fundeb, 10,5 pontos deverão complementar cada rede de ensino municipal, distrital ou estadual sempre que o valor anual total por aluno (VAAT) não atingir o mínimo definido nacionalmente. A intenção é diminuir desigualdades regionais no recebimento do apoio.

Após acordo com o governo, pelo menos metade do dinheiro deverá ser destinado à educação básica se for o caso, inclusive para escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas. Segundo a relatora, a medida terá grande impacto, já que a educação infantil concentra a maior demanda não atendida pela rede pública no País.

Além do montante colocado por estados e municípios no Fundeb, o cálculo do VAAT deverá levar em conta os outros recursos direcionados à educação, as cotas estaduais e municipais de arrecadação do salário-educação e o complemento da União segundo os critérios atuais (valor anual por aluno).

Lei futura deverá definir vários detalhes sobre o Fundeb, inclusive o cálculo do VAAT, para o qual a PEC já define parâmetros. Outra regra determina que, no mínimo, 70% dos recursos extras poderão pagar salários dos profissionais da educação hoje, esse piso é de 60% e só beneficia professores , e pelo menos 15% terão de custear investimentos nas escolas.

Ainda em relação aos professores, uma lei específica definirá o piso salarial nacional para a educação básica pública. A partir da vigência da futura emenda constitucional, fica explícito que o dinheiro do Fundeb não poderá ser usado para pagar aposentadorias e pensões.

Gestão e qualidade

Os outros 2,5 pontos percentuais que a União deverá colocar a mais no Fundeb serão distribuídos às redes públicas que cumprirem requisitos de melhoria na gestão previstos em lei e atingirem indicadores de aprendizagem com redução das desigualdades, nos termos do sistema nacional de avaliação da educação básica.

Entretanto, conforme o texto aprovado, essa parte do repasse extra da União começará apenas em 2023 (no equivalente a 0,75 ponto), será ampliada ano a ano e atingirá a integralidade dos 2,5 pontos a partir de 2026.

Os entes federativos deverão usar os recursos do Fundeb exclusivamente em sua atuação prioritária definida na Constituição: os municípios cuidam da educação infantil e do ensino fundamental; e os estados, do ensino fundamental e médio. Assim, o dinheiro não poderá ser aplicado, por exemplo, em universidades.

Para cumprirem o montante mínimo de 25% dos impostos investidos anualmente em educação, também conforme a Constituição, estados e municípios poderão contar somente com 30% do total repassado pela União. Nenhum ente federativo poderá reter os repasses vinculados ao Fundeb, sob pena de crime de responsabilidade.

Em relação aos tributos de estados e municípios que compõem as fontes do Fundeb, foi aprovado destaque, apresentado por nove partidos, que alterou o parecer da deputada Professora Dorinha. Assim, continuam de fora os recursos oriundos da compensação da União pela desoneração das exportações prevista na Lei Kandir (Lei Complementar 87/96).

Regulamentação

A lei que regulamentará o novo Fundeb deverá levar em conta as metas do plano nacional de educação; o valor anual por aluno investido em cada etapa e modalidade; a transparência e o controle social dos fundos; e o conteúdo e a periodicidade da avaliação dos indicadores de qualidade.

Esse regulamento definirá ponderações relativas ao nível socioeconômico dos estudantes e à disponibilidade de recursos vinculados à educação e o potencial de arrecadação de cada ente federativo.

Quanto ao padrão mínimo de qualidade do ensino, a referência será o custo aluno qualidade, constante no Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/14), com o objetivo de encontrar o financiamento necessário por estudante para a melhoria da qualidade da educação no Brasil.

Dados centralizados

O substitutivo da deputada Professora Dorinha determina a centralização dos dados contábeis, orçamentários e fiscais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O objetivo é garantir a rastreabilidade e a comparação dos dados para divulgá-los ao público.

No caso de uma reforma tributária, o texto prevê que deve ser garantida, em cada exercício financeiro, a aplicação dos montantes mínimos em educação por estados, municípios e União equivalentes à média aritmética dos últimos três anos, independentemente da extinção ou substituição de tributos.

Uma lei deverá regulamentar a fiscalização, a avaliação e o controle das despesas com educação nas esferas estadual, distrital e municipal.

A partir da publicação da futura emenda constitucional, os estados terão dois anos para vincular parte dos repasses do ICMS para os municípios a indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade.

Atualmente, os estados repassam parte do ICMS arrecadado (25%) às cidades. A PEC diminui o total repassado proporcionalmente às operações realizadas no território de cada município e aumenta o mesmo tanto no repasse que nova lei estadual deverá vincular às melhorias na educação.

Princípios

No artigo da Constituição que define os princípios do ensino, a PEC inclui a garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações da Folha PE

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Eduardo da Fonte declara voto favorável à manutenção do FUNDEB de maneira permanente


Em carta aberta, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) declarou ser “completamente favorável” ao relatório da deputada federal Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) como instrumento permanente de financiamento da educação básica pública.
“Gostaria de agradecer a todos que nos procuraram, professores, alunos e toda comunidade escolar, e dizer que vamos votar pela aprovação do relatório. Estamos engajados para que o novo FUNDEB seja aprovado e continue levando dignidade social e valorizando a educação básica brasileira”, afirmou Eduardo da Fonte
O FUNDEB foi criado em 2007 e tem vigência até dezembro deste ano. A manutenção do fundo está em discussão no Congresso.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Blog Ponto de Vista

sábado, 18 de julho de 2020

Câmara marca votação do Fundeb para a próxima semana


Os deputados devem votar na próxima semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria o novo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Líderes partidários definiram que a votação vai acontecer nas próximas segunda-feira (20) e terça (21). A versão atual do fundo vence no dia 31 de dezembro de 2020.

A PEC aumenta de 10% para 20% em seis anos a participação da União na manutenção do Fundeb e torna o fundo permanente.

A versão mais recente do parecer (íntegra) da deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO) traz mudanças que eram demandadas pelo governo, como o fim da vinculação de recursos do petróleo e a diminuição no ritmo de aumento da participação da União, e da oposição, que não queria que recursos do salário-educação fossem diminuídos para bancar o Fundeb.

Os deputados tentam votar o texto desde o ano passado. Inicialmente, a relatora queria aumentar a participação da União para 40% em 11 anos. A medida traria um grande impacto nas contas públicas do governo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu não agir para fazer a PEC avançar enquanto o percentual fosse desse tamanho.

Além disso, em 2019, durante a administração do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub não havia diálogo entre os dois Poderes sobre o tema e o clima era de confronto. O então ministro chegou a anunciar que iria enviar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) diferente da que tramita na Câmara. O principal atrito no tema era sobre o tamanho da participação da União no financiamento.

Se confirmada a votação na próxima semana vai ser a quarta PEC votada no sistema remoto adotado por conta da pandemia do coronavírus. A Câmara já votou a proposta que institui a calamidade pública, o orçamento de guerra e o adiamento das eleições.

Da redação do Blog Vertentes Notícias 
Com informações do Congresso em Foco