De acordo com o Coren-PE, a prática de manter pacientes em corredores estaria ocorrendo há cerca de um ano e foi reconhecida pela própria gestão do hospital. A chefe de divisão de fiscalização do conselho, Hélia Sibely Mota, disse que a situação compromete a qualidade da assistência prestada.
“Por mais que o profissional conheça e domine a técnica, ele esbarra no limite da estrutura física. Isso compromete fatalmente a qualidade da assistência e representa um fator de risco preocupante”, afirmou.
A inspeção também apontou superlotação em outros setores. Na sala de observação cirúrgica, que possui 18 leitos, havia 29 pacientes no momento da visita. Já na pediatria, que comporta 12 leitos, foram encontrados 15 pacientes, alguns em macas no corredor. Na emergência, a situação foi considerada ainda mais grave: o setor tem capacidade para 95 leitos, mas abrigava 182 pessoas nesta terça-feira.
Segundo o assessor jurídico do Coren-PE, Lucas Milano, será elaborado um relatório técnico sobre os impactos da superlotação na assistência de enfermagem e nos riscos para os pacientes. O documento deve ser encaminhado ao Ministério Público para que sejam discutidas medidas que melhorem a situação.
O Hospital Mestre Vitalino informou, por meio de nota, que durante a visita do Coren-PE, "foi constatada a superlotação da emergência, decorrente do elevado número de atendimentos realizados pela unidade."
A unidade acrescentou que “tem adotado medidas administrativas para favorecer o trabalho das equipes de enfermagem”.
O hospital também disse que é "uma unidade 100% regulada, ou seja, recebe exclusivamente pacientes encaminhados pela Central de Regulação do Estado de Pernambuco, conforme a disponibilidade e critérios estabelecidos pela Secretaria Estadual de Saúde (SES)."
Com informações do Blog Estação Notícias





















